07 Julho, 2009

Instalada primeira turbina eólica oceânica flutuante

Turbina eólica flutuante


Acaba de ser instalada, na costa da Noruega, a primeira turbina eólica oceânica de grande porte. Localizada a 12 km a leste da cidade de Karmoy, a turbina tem um rotor com um diâmetro de 82 metros e será capaz de gerar sozinha 2,3 MegaWatts de energia.

A turbina eólica flutuante, chamada de HyWind, será conectada à rede eléctrica do país e deverá servir como um laboratório de testes em escala real para a tecnologia de turbinas eólicas flutuantes. Ela começará a gerar electricidade em Julho próximo.

Sem necessidade de fundações


Construir fundações para turbinas eólicas torna-se muito caro quando a profundidade oceânica supera os 50 metros, o que poderia limitar a exploração oceânica da energia eólica. Já a HyWind pode flutuar, tendo sido projectada para ser instalada em locais com profundidades entre 120 e 700 metros. O local onde a primeira HyWind foi instalada tem 220 metros de profundidade.

O mastro da turbina estende-se por 65 metros acima da linha d'água. Seu flutuador é construído em aço, indo até 100 metros de profundidade. Três cabos de aço ancoram a turbina eólica flutuante ao fundo do mar, para que sua posição se mantenha constante.

Um sistema avançado de controle permite que a turbina anule parcialmente os movimentos induzidos pelas ondas, mantendo-se mais estável, o que aumenta sua capacidade de geração de energia. A HyWind é um projeto conjunto das empresas StatoilHydro e Siemens.

Fonte: Inovação tecnológica


Chips que não geram calor

Pesquisadores suíços criaram um transístor óptico que consegue fazer com luz o que os transístores da electrónica actual fazem utilizando a electricidade.

O transístor é o bloco básico de toda a electrónica e de todos os processadores. No interior de um processador ele normalmente funciona como uma chave - a tensão aplicada a um dos seus três eléctrodos controla a quantidade de corrente que flui pelos outros dois, podendo variar entre passagem total de corrente (estado ligado) até a interrupção total da corrente (estado desligado).

Um dos grandes inconvenientes é que essa passagem contínua de electricidade gera um calor descomunal - um chip estado da arte pode dissipar até 125 watts por centímetro quadrado, mais de 10 vezes o calor gerado pela chapa de um fogão eléctrico.

Se a luz puder ser usada, o chips não apenas ficarão muito mais rápidos, porque a luz viaja mais rapidamente do que os electrões, como também estará resolvido o problema da dissipação de calor.

Transístor óptico

Um passo importante nessa direcção foi dado agora pela equipe do Dr. Vahid Sandoghdar, do Instituto ETH de Zurique. Utilizando uma única molécula, os pesquisadores conseguiram fabricar um transístor óptico, que funciona usando fotões, e não electrões.

Os cientistas tiraram proveito do fato de que a energia de uma molécula é quantificada, ou seja, apresenta valores discretos. Quando a luz de um laser atinge a molécula em seu estado natural, ela absorve a luz. Como resultado, a luz do laser é consumida.

O sentido inverso da operação também é possível - um segundo raio laser atinge a molécula de forma a fazê-la liberar a energia absorvida anteriormente e retornar ao seu estado "neutro". Isso ocorre porque o feixe de laser altera o estado quântico da molécula, amplificando o feixe de luz. Esta chamada emissão estimulada, que Albert Einstein descreveu há mais de 90 anos, também é a base para o funcionamento do próprio raio laser. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação tecnológica

29 Maio, 2009

Siemens fornecerá 175 turbinas para construção do maior parque eólico offshore do mundo.


O maior parque eólico offshore do mundo vai operar com equipamentos Siemens. A empresa vai fornecer e instalar 175 turbinas SWT de 3.6 MW da usina London Array, na Inglaterra – propriedade da Dong Energy, E.On e Masdar. Após sua finalização, o London Array será capaz de gerar inicialmente 630 megawatts (MW) e possibilidade, no futuro, de chegar a mil megawatts. Localizada a 20km da costa inglesa de Kent e Essex, a nova usina será capaz de gerar energia para abastecer cerca de 750 mil casas – ou um quarto da Grande Londres. Além disso, poderá reduzir 1,9 milhão de emissões de CO² por ano, graças a viabilização dessa nova fonte de energia renovável.

(Fonte: Brasil/Portal Fator/09-V-28).

27 Abril, 2009

Células solares de alta eficiência são feitas com esqueletos de microorganismos

Cientistas descobriram como usar organismos marinhos unicelulares para gerar eletricidade a partir da luz solar de uma forma muito mais simples e eficientes do que as tradicionais células solares fotovoltaicas, construídos com
o mesmo silício usado para fazer os chips de computador.

Células solares de diatomáceas


O segredo da descoberta está nas diatomáceas, microorganismos que estão na base de grande parte da vida presente nos oceanos e que existem há pelo menos 100 milhões de anos.

Recentemente, um grupo de pesquisadores ingleses descobriu como reproduzir as diatomáceas em ambientes artificiais, produzindo um material iridescente que poderá ser explorado comercialmente em tintas, cosméticos e até em hologramas para a identificação de produtos - veja Material iridescente poderá obtido a partir do cultivo de algas.

Mesmo sendo organismos biológicos, as diatomáceas possuem conchas microscópicas que podem ser utilizadas para organizar partículas no diminuto mundo da nanotecnologia, criando estruturas altamente organizadas que imitam as soluções criadas pela natureza ao longo de milhões de anos de evolução.


Como numa máquina de fliperama


Usando esse princípio biomimético, que imita a biologia, em vez dos processos tradicionalmente utilizados na indústria de semicondutores, cientistas da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, criaram células solares nas quais os fótons ficam se debatendo no interior da cápsula que os aprisiona, evitando que eles escapem para o exterior sem gerar eletricidade. Esse bater e rebater aumenta significativamente a taxa de geração de energia das células solares.

As novas células solares orgânicas são do tipo DSC ("Dye-sensitized Solar Cells" - células solares sensibilizadas por corante). Para conhecer mais sobre elas, veja a reportagem Células solares orgânicas sem solventes são estáveis e eficientes. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação Tecnológica

02 Abril, 2009

Surge uma alternativa às baterias: Nanocapacitores eletrostáticos

Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova tecnologia para armazenar energia elétrica que, em alguns casos, chega a ser 10 vezes mais eficiente dos que as melhores alternativas disponíveis hoje.

O professor Sang Bok Lee e sua equipe criou milhões de nanoestruturas idênticas com formatos ajustados para a melhor eficiência na transferência de elétrons das grandes áreas superficiais onde eles são armazenados.


Combinações únicas de materiais


Os materiais sempre se comportam segundo as leis básicas da natureza. O que os pesquisadores fizeram foi explorar combinações pouco usuais desses comportamentos para construir as suas nanoestruturas.

"Esses dispositivos exploram combinações únicas de materiais, processos e estruturas para otimizar combinações de potência e densidade de energia que, tomadas em conjunto, representam uma promessa real para a construção da próxima de geração da tecnologia de armazenamento de eletricidade e de todo um novo setor da indústria de tecnologia," diz o professor Gary Rubloff, outro participante da pesquisa. Ver notícia completa-->

Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

17 Março, 2009

Célula solar plástica tem aumento de eficiência de 30%

Células solares orgânicas e flexíveis


Pesquisadores canadenses descobriram uma nova forma de unir as diversas partes de uma célula solar orgânica, o que fez seu rendimento aumentar em 30%.

Estas células solares flexíveis ainda têm uma eficiência baixa, mas o ritmo de descobertas e avanços na área torna possível prever que elas logo se tornarão superiores às células solares fotovoltaicas tradicionais.

O desenvolvimento de células solares plásticas - também chamadas de orgânicas, flexíveis ou híbridas - que possam ser produzidas em massa a baixo custo, tem atraído a atenção de pesquisadores do mundo todo, o que pode explicar o ritmo de desenvolvimento que vem marcando esta área de pesquisas nos últimos anos.


Sanduíche solar


As células solares plásticas são feitas de camadas de diferentes materiais, cada uma delas com uma função específica, em uma estrutura parecida com um sanduíche.

"Uma camada absorve a luz, outra ajuda a gerar a eletricidade, enquanto outras ajudam a levar a eletricidade para fora da célula. Normalmente as camadas não grudam bem umas nas outras e, desta forma, a eletricidade acaba presa dentro do dispositivo e não fica disponível para uso, levando a dispositivos ineficientes," explica a Dra. Jillian Buriak, da Universidade de Alberta.

"Nós estamos trabalhando na maionese, na mostarda, na manteiga e em outros 'molhos especiais' capazes de manter esse sanduíche unido e fazer todas as camadas funcionarem bem em conjunto. Isto está fazendo um sanduíche melhor, no nosso caso, uma célula solar melhor," diz a pesquisadora.


O futuro pertence ao plástico


A receita de uma célula solar melhor, que agora demonstrou um aumento de eficiência de 30%, já consumiu dois anos de trabalho de uma equipe interdisciplinar que reúne engenheiros, físicos e químicos.

A Dra. Buriak estima que ainda serão necessários de 5 a 7 anos de pesquisas para que os painéis solares plásticos possam ser produzidos em massa a custos competitivos.

Mas, quando isso acontecer, diz a pesquisadora, a energia solar estará disponível para todo o mundo. "A próxima geração da energia solar pertence ao plástico," conclui ela.

Fonte: Inovação Tecnológica

11 Março, 2009

Iberdrola assume gestão temporária de Aguieira e Raiva

A Autoridade da Concorrência (AdC) aprovou a adjudicação, à Iberdrola Generación, da gestão temporária da capacidade de produção das centrais hidroeléctricas de Aguieira e Raiva, informou a EDP em comunicado à CMVM.

A adjudicação tem um período de cinco anos, com início previsto a 1 de Abril de 2009, e a Iberdrola inciará a gestão das duas centrais após obtenção das demais autorizações administrativas necessárias.

“As referidas centrais, actualmente geridas pela EDP sob o regime dos Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC), têm uma potência instalada global de 360MW com bombagem”, salienta o documento.

A EDP Produção manter-se-á responsável pela operação e manutenção das centrais, além de manter na sua titularidade as licenças de produção e as concessões de utilização do domínio hídrico, refere ainda o comunicado, acrescentando que “o regime de CMEC e o seu mecanismo de revisibilidade asseguram a neutralidade financeira desta operação para o grupo EDP”.

Fonte: www.jornaldenegocios.pt

05 Março, 2009

Mitsubishi compra participação de 34 por cento na Central Fotovoltaica da Amareleja

A Mitsubishi adquiriu à Acciona uma participação na Central Fotovoltaica da Amareleja (Moura), projecto que representou um investimento de 261 milhões de euros. A companhia nipónica assumirá uma participação de 34 por cento na Amper Central Solar, sociedade promotora da Central Fotovoltaica da Amareleja e detida a 100 por cento pela Acciona.

Os valores do negócio não foram revelados.
Este acordo é, segundo as duas empresas, um primeiro passo na concretização da vontade dos dois grupos empresariais em explorarem projectos conjuntos na área das energias renováveis e do desenvolvimento sustentável.

O acordo foi assinado na presença dos presidentes das duas empresas: José Manuel Entrecanales e Mikio Sasaki.
A unidade, de 45,8 MWp, tem uma produção anual estimada em 93 milhões de kWh, o suficiente para suprir o consumo de mais de 30 mil lares. Evitará a emissão de cerca de 90 mil toneladas anuais de CO2.

27 Fevereiro, 2009

Lucros da EDP Renováveis disparam para 46 milhões


Os lucros da EDP Renováveis atingiram os 46 milhoes de euros no quarto trimestre de 2008, o que contrasta com os 4 milhões alcançados um ano antes. Já no conjunto do ano passado, o resultado líquido ficou nos 104 milhões, mas não tem base comparável uma vez que a empresa só foi criado no final de 2007. De acordo com a empresa, os lucros beneficiaram de baixos custos financeiros.
Os resultados foram divulgados esta manhã e superaram as expectativas dos analistas.


As receitas chegaram aos 532,4 milhões de euros em 2008.
O forte crescimento da margem bruta, em conjunto com as economias de escala registadas, levou a um aumento de 91% do EBITDA e a uma melhoria da margem EBITDA para 75,3%.


Empresa diz que cumpriu objectivos propostos


«A EDP Renováveis cumpriu os objectivos anuais a que se tinha proposto no IPO. Durante os últimos 12 meses, a empresa instalou 1.413 MW, o que demonstra a sua capacidade de execução», refere a eléctrica.
Deste modo, a EDPR aumentou a sua capacidade instalada em 40%, ultrapassando em Dezembro de 2008 os 5 Giga Watts (GW) de capacidade instalada bruta. A forte performance operacional de 2008 teve reflexo no aumento de 91% no EBITDA para 438 milhões.


Dívida líquida diminuiu para 1.070 milhões


Dos 1.413 Mega Watts (MW), 744 MW foram instalados na Europa e 669 MW nos EUA. Neste momento, a EDPR tem 769 MW em construção, 569 MW na Europa e 199 MW nos EUA, o que lhe dá uma boa visibilidade da capacidade a instalar durante 2009.
A margem bruta aumentou 82%, alcançando 581 milhões de euros, beneficiando do aumento da produção para 7.807 GWh (mais 78% vs 2007) e dos atractivos preços de venda de 98 euros/MWh na Europa e de 86 dólares /MWh nos EUA (incluíndo benefícios fiscais).
«A dívida líquida diminuiu para 1.070 milhões, com os investimentos a serem financiados maioritariamente pelo encaixe do IPO (1.567 milhões) e cash flow. Em Dezembro 2008, a dívida líquida representava apenas 16% do EV da EDPR, o que demonstra a solidez do seu balanço», adianta.


26 Novembro, 2008

Ventominho inaugura maior parque eólico da Europa

Investimento acima dos 361 milhões de eurosA VentoMinho, Energias Renováveis, inaugura esta quarta-feira o maior parque eólico da Europa, em Monção. O investimento ultrapassou os 361 milhões de euros.

O novo parque eólico vai contar com 120 aerogeradores e tem uma capacidade instalada de 240 megawatts.

Está prevista uma produção anual de 530 gigawatts por hora.

A cerimónia de inauguração vai contar com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia, Manuel Pinho.


Na cerimónia será também assinado o segundo protocolo entre a Comédias do Minho-Associação para a Promoção de Actividades Culturais do Vale do Minho e a EEVM-Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho, para o triénio 2009/11, o qual estabelece a continuidade da cooperação para a dinamização dos valores culturais no Vale do Minho.

Fonte: Agência Financeira

19 Novembro, 2008

Portugal pode avançar em breve para parques de energia eólica em alto mar

Portugal pode avançar em breve com as primeiras experiências de parques de energia eólica no alto mar. O ministro da Economia revelou que o Governo está a ser contactado por várias empresas do sector que querem utilizar a plataforma marítima continental para a instalação de moinhos produtores de electricidade.

No entanto, Manuel Pinho frisou que a aposta do Governo continua a ser a ocupação das serras portuguesas.

«Ainda temos muito espaço para instalar torres eólicas em terra, mas como queremos experimentar um pouco de tudo nisto das energias renováveis, é intenção do Governo fazer algumas experiências na área das off-shore», disse, acrescentando que existem «algumas empresas interessadas» em avançar nesse sentido.

O titular da pasta da Economia ressalvou que o Executivo tem de ter «consciência que qualquer experiência que seja feita ao nível do off-shore não é comparável com o que está a ser feito com as eólicas instaladas em terra».

Os últimos dados apontam para que daqui a sete anos esteja esgotado o espaço útil em Portugal para a instalação de parques eólicos. Neste sentido, a partir de 2015, os parques eólicos em alto mar deverão ser encarados como alternativa para a produção de electricidade a partir do vento.

Os especialistas apontam para a produção, numa primeira fase, de 3500 megawatts, um potencial bastante abaixo dos planos do Reino Unido que espera, em 2020, ter instalados 25 gigawatts de energia eólica off-shore.

Fonte: TSF

18 Novembro, 2008

Martifer entra nas energias renováveis no Brasil

A Martifer anunciou hoje que a sua participada Rosa dos Ventos inaugurou dois parques eólicos, no Estado do Ceará, no Brasil.

Num comunicado a Martifer refere que este parques têm uma potência total de 14,7 MW, estimando a empresa que a produção anual combinada dos parques eólicos de Canoa Quebrada e Lagoa do Mato ascenda a 61.000 MWh, “energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes evitar a emissão de cerca de 25.800 toneladas de CO2 para a atmosfera”.

A mesma fonte salienta que as turbinas destes parques são das maiores instaladas no Brasil até hoje, quer em termos da potência unitária quer na altura das torres instaladas, sendo que estes parques inserem-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Eléctrica (Proinfa), promovidos pelo governo brasileiro, para estimular a produção de energia a partir de fontes renováveis.

Jorge Martins, o CEO da empresa do grupo para as energias renováveis, a Martifer Renewables, está presente no Brasil para a inauguração dos dois projectos, que são os primeiros 14,7 MW a serem concluídos dos 110 MW que a Martifer Renewables tem actualmente em construção, os quais se juntam aos 53 MW em funcionamento que o Grupo tem na Alemanha”.

A Martifer Renewables passa agora a ter parques em operação na Alemanha e Brasil, 96MW de parques eólicos em construção em Portugal, Polónia Roménia e soma em projectos em operação e desenvolvimento, um valor superior a 4,000MW.

A companhia está neste momento presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos da América, Brasil, Bulgária, Austrália, Grécia e Itália.
Fonte:Jornal de Negocios

27 Outubro, 2008

Esponja high-tech armazena hidrogênio para carros

Aquele futuro no qual o hidrogénio será utilizado como combustível, produzindo apenas água como subproduto, está um pouco mais próximo da realidade graças a uma descoberta feita por um grupo de pesquisadores gregos.

George Froudakis e seus colegas da Universidade de Creta idealizaram uma esponja capaz de reter 6,1% de seu peso em hidrogénio em condições ambientes de temperatura e pressão.

Armazenamento de hidrogénio


A nova esponja high-tech supera o nível de 6% estabelecido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos como o limite acima do qual a utilização do hidrogênio para alimentação de automóveis se torna viável.

O hidrogénio é um combustível extremamente promissor, mas ainda há grandes desafios tecnológicos a serem vencidos antes que seu uso possa se disseminar. Além de sua própria produção, hoje feita à base de gás natural, um combustível fóssil como o petróleo, armazená-lo é um grande problema, exigindo altas pressões ou temperaturas criogênicas.

A solução mais promissora é o armazenamento sólido, no qual o hidrogénio passa a fazer parte da estrutura atómica de um material, sendo liberado aos poucos, na medida necessária para alimentar o veículo.

Esponja de alta tecnologia


A nova esponja, por enquanto demonstrada apenas em simulações de computador, deverá ser fabricada com folhas de grafeno - estruturas com apenas um átomo de carbono de espessura no formato de telas de galinheiro - separadas por pilares de nanotubos, também de carbono, medindo 1,2 nanômetro de altura.

Quando dopada com íons de lítio, a esponja high-tech consegue reter as moléculas de hidrogénio que se difundem facilmente entre seus poros, graças às suas pequenas dimensões.

Agora é esperar pela sintetização das primeiras amostras desse novo material teórico para que as previsões das simulações possam ser verificadas.

Fonte:Inovação tecnológica

Dependência dos combustíveis fósseis com fim à vista


O estudo “Energy (R) evolution” prevê que as energias renováveis, até 2090, possam substituir os combustíveis fósseis com o objectivo de travar o aquecimento global. Seria necessário que os investimentos nas energias se efectuassem até 2030 e, de acordo com a EREC e a Greenpeace, esta mudança é necessária, de forma a evitar os perigos inerentes às alterações climáticas.

Algumas das medidas a tomar, propostas pelo estudo, passam por um corte faseado dos subsídios ao nuclear e combustíveis não renováveis, pelo reforço do sistema de limitação e comércio de emissões de dióxido de carbono e redução do aumento de emissões de CO2 com efeito de estufa. Pretende-se, também, criar estruturas de energias renováveis com modelos eficientes aplicáveis aos edifícios e veículos.

O relatório diz que os mercados de energias renováveis estão em crescimento e que poderão vir a crescer ainda mais, de forma a proporcionar uma sustentabilidade global. As projecções são bastante mais optimistas que as da Agência Internacional da Energia que prevê, através dos recurso energéticos renováveis, o abastecimento de só 13% da energia mundial. Já o relatório “Enregy (R) evolution” antevê um abastecimento de 30% até 2030 e 50% até 2050.
Sven Teske da Greenpeace, num e-mail que escreveu à Reuters diz que “a actual instabilidade sentida nos mercados é um forte argumento para aplicar este conceito sobre a evolução energética”.

A aplicação deste projecto, segundo o líder do grupo ambiental Greenpeace, poderá salvar a actual crise, num modelo parecido ao aplicado nos anos 30 depois do “crash” na bolsa de Nova Iorque.
O líder da Greenpeace está, também, convencido de que este processo de crescimento das energias renováveis não será limitado aos países em desenvolvimento, facto que não aconteceu com a internet e o sector financeiro.

Fonte: Rádio Renascença

03 Outubro, 2008

Painéis solares acompanham Sol sem uso de motores usando liga bimetálica

Um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveu um equipamento de automação para painéis solares que faz com que os painéis acompanhem o movimento do Sol sem a necessidade de motores e nem de sistemas de controle.
Acompanhamento do movimento do Sol
O dispositivo foi inspirado na forma como as plantas acompanham o movimento do Sol ao longo do dia. Sensores detectam a variação de temperatura entre as áreas de sol e sombreadas do painel solar para verificar a necessidade de movimentação. O próprio calor altera as propriedades do material de suporte dos painéis solares, fazendo com eles se movimentem.Depois de pronto, o equipamento é totalmente passivo, não exigindo nenhuma fonte de energia, ou sequer consumindo energia gerada pelo painel solar, e nem mesmo um equipamento de controle eletrônico.
Painéis solares mais eficientes
Os estudantes testaram diversos materiais, entre eles vários polímeros e fitas bimetálicas, até descobrir o que melhor servia à tarefa. O conjunto que se mostrou mais promissor tem a forma de um arco feito de dois tipos diferentes de metais, como o aço e o alumínio. Os painéis solares são montados no topo desse arco.O calor do Sol aquece mais um lado do arco do que o outro, fazendo com que ele se curve, virando os painéis solares na direção do Sol. Segundo testes feitos pelos estudantes, os painéis que acompanham o Sol chegam a ser 38% mais eficientes do que os painéis solares fixos.
Liga bimetálica
"Nossos protótipos são mais baratos do que os sistemas existentes de rastreamento do Sol," afirmou o estudante George Whitfield, que ajudou a construir o aparelho. Além disso, a utilização da liga bimetálica de aço e alumínio garante que o equipamento poderá funcionar por muito tempo sem desgaste ou necessidade de manutenção.

Painéis solares acompanham Sol sem uso de motores usando liga bimetálica

Um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveu um equipamento de automação para painéis solares que faz com que os painéis acompanhem o movimento do Sol sem a necessidade de motores e nem de sistemas de controle.Acompanhamento do movimento do SolO dispositivo foi inspirado na forma como as plantas acompanham o movimento do Sol ao longo do dia. Sensores detectam a variação de temperatura entre as áreas de sol e sombreadas do painel solar para verificar a necessidade de movimentação. O próprio calor altera as propriedades do material de suporte dos painéis solares, fazendo com eles se movimentem.Depois de pronto, o equipamento é totalmente passivo, não exigindo nenhuma fonte de energia, ou sequer consumindo energia gerada pelo painel solar, e nem mesmo um equipamento de controle eletrônico.Painéis solares mais eficientesOs estudantes testaram diversos materiais, entre eles vários polímeros e fitas bimetálicas, até descobrir o que melhor servia à tarefa. O conjunto que se mostrou mais promissor tem a forma de um arco feito de dois tipos diferentes de metais, como o aço e o alumínio. Os painéis solares são montados no topo desse arco.O calor do Sol aquece mais um lado do arco do que o outro, fazendo com que ele se curve, virando os painéis solares na direção do Sol. Segundo testes feitos pelos estudantes, os painéis que acompanham o Sol chegam a ser 38% mais eficientes do que os painéis solares fixos.Liga bimetálica"Nossos protótipos são mais baratos do que os sistemas existentes de rastreamento do Sol," afirmou o estudante George Whitfield, que ajudou a construir o aparelho.Além disso, a utilização da liga bimetálica de aço e alumínio garante que o equipamento poderá funcionar por muito tempo sem desgaste ou necessidade de manutenção.

01 Outubro, 2008

Falta de chuva fez cair produção de electricidade a partir de renováveis em Julho

A produção de energia eléctrica, a partir de fontes de energia renováveis, caiu 9% em Julho, contrariando a tendência de crescimento dos três meses anteriores. A Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE) justifica o menor contributo das renováveis para o “mix” energético nacional com a quebra da componente hídrica. “A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, contrariamente ao verificado nos três últimos meses, regista em Julho um decréscimo (-9%), relativamente ao mês homólogo do ano anterior, como consequência do comportamento verificado na produção da sua componente hídrica, tendo-se registado decréscimos na produção das bacias do Lima (-50%), Tejo (-47%), Mondego (-40%) e Douro (-25%)”, explica a DGGE numa nota publicada na sua página na Internet. O total da potência instalada renovável atingiu 7.868 megawatts (MW), no final de Julho de 2008.O aumento de potência, relativamente a Junho, verificou-se na potência instalada eólica, minihídrica e fotovoltaica, de acordo com a DGGE. A produção eólica, de Janeiro a Julho de 2008, cresceu 37% relativamente a igual período de 2007. Em Julho a produção foi 6% superior à registada no mês homólogo do ano anterior. De Junho para Julho a produção volta a crescer de acordo com a sazonalidade, diz ainda o organismo tutelado pelo Ministério da Economia e Inovação.

Tony Blair: «Problemas globais, soluções globais»

«Problemas globais exigem soluções globais». Poderá parecer um cliché para um estudante de Relações Internacionais, mas foi esta a mensagem que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair sublinhou de forma mais vincada esta tarde, em Lisboa. Na conferência que proferiu esta segunda-feira, a convite do Diário Digital e sem direito a perguntas por parte dos jornalistas («a pedido do orador»), elogiou a aposta portuguesa nas energias renováveis, mas alertou que a competição é apertada num mundo construído cada vez mais sobre uma teia de «imprevisibilidade».
As palavras de Blair foram servidas à sobremesa de um almoço com dezenas de individualidades de diversos quadrantes, desde a política ao mundo empresarial, entre eles o ministro da Economia, Manuel Pinho, que saudou a vinda do britânico, actual representante do Quarteto para o Médio Oriente, como «um dos políticos mais influentes do nosso tempo» e lhe deixou um convite para regressar e «visitar o maior parque solar do mundo e o maior parque eólico da Europa». Ver notícia completa-->

Fonte:IOL

11 Julho, 2008

"Cobra" de borracha vai explorar energia das ondas

Um gigantesco tubo de borracha, medindo até 200 metros de comprimento, serpenteando ao sabor do movimento das ondas, é o mais novo dispositivo inventado para gerar electricidade de forma sustentável e sem poluição.

Energia das ondas


Baptizado de Anaconda - o nome em inglês para a cobra sucuri - o dispositivo é uma forma totalmente inovadora para gerar electricidade a partir das ondas do mar. Segundo seus inventores, o equipamento terá o menor custo entre todas as formas já inventadas para explorar a energia das ondas ou das marés.

O gerador Anaconda é flexível, fechado nas duas extremidades e cheio de água. Ele deverá ficar ancorado com a sua parte anterior voltada para as ondas. Quando uma onda atinge o Anaconda, a gigantesca cobra de borracha é comprimida, criando uma espécie de onda interna.

Esta onda interna, que é tanto mais forte quanto maior for a onda que atinge o Anaconda, vai até o final da cobra de borracha, onde está instalada a turbina, fazendo-a girar. A electricidade produzida é transmitida para a costa por meio de um cabo.


Gerador de borracha


A construção de borracha do Anaconda torna o equipamento mais leve e mais barato de se construir, além de requerer menos manutenção. Mas, por enquanto, o conceito somente foi testado em laboratório.

Agora, com o apoio da Universidade de Southampton, Inglaterra, seus inventores irão testar um piloto em escala um pouco maior, com um gerador Anaconda construído com um diâmetro de 0,5 metro.

Quando totalmente desenvolvido, o equipamento deverá ter 200 metros de comprimento e um diâmetro de 7 metros, ficando ancorado em locais com profundidades entre 40 e 100 metros. Segundo os cálculos dos seus inventores, um único gerador Anaconda deverá ter uma potência de 1 MW.

Fonte:Inovação tecnológica

27 Junho, 2008

Edifício Solar XXI é «ex-líbris da eficiência energética»

Antecipando os efeitos do diploma Sistema de Certificação Energética aplicados a todos os edifícios, já a partir de 2009, o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) fez hoje a visita guiada ao Edifício Solar XXI, que se situa nas instalações deste instituto.

Este edifício «concretiza os esforços do departamento de energias renováveis do INETI de projectar e construir de raiz um edifício que possa constituir um ex-líbris da eficiência energética em edifícios e da utilização das energias renováveis», vincou hoje Hélder Gonçalves, coordenador deste projecto de investigação, do INETI.

Encarado enquanto caso de estudo, o Edifício Solar XXI, que passa a ser a casa do departamento de energias renováveis do INETI, combina uma estratégia de optimização da envolvente com a utilização de sistemas solares, activos e passivos, onde se destaca a integração de sistemas fotovoltaicos nas fachadas com aproveitamento térmico e um sistema de arrefecimento passivo pelo solo.

Estas são soluções que «permitem assegurar as condições de conforto térmico do edifício, reduzindo ou anulando quaisquer consumos energéticos para esse efeito», referiu Hélder Gonçalves. Aliás, o investigador do INETI afiança que o futuro dos edifícios a nível mundial caminha para a aplicação do conceito Zero Energy Building, ou seja, «edifícios auto-sustentáveis, que produzem a mesma energia que consomem».

16 Junho, 2008

EDP Renováveis inaugura parque eólico em França com 35 MW


Empresa prevê construir novos parques neste mercado durante 2008 e 2009


A EDP Renováveis inaugurou este fim-de-semana em França, na Normandia, o parque eólico do Pays e Bray com 35 megawatts (MW) em operação.

Esta dimensão, segundo a empresa, «contrasta com a média habitual» que ronda os 12 MW em França.


«A energia produzida anualmente neste parque, estimada em 84 GWh/ano, irá assegurar o consumo de energia eléctrica de cerca de 90 mil pessoas, evitando em simultâneo a emissão de 24.500 toneladas de CO2 para a atmosfera», revela em comunicado.


Segundo a companhia, conta actualmente com 22 MW brutos em operação no mercado francês, estando ainda em construção mais 135 MW ou em fase avançada de desenvolvimento, que se prevê que entrem em construção durante 2008 ou 2009.



Fonte: Agência Financeira

12 Junho, 2008

Empresas posicionam-se para agarrar energia das ondas


Considerada uma fonte de energia limpa e inesgotável, as ondas podem ser uma das energias do futuro em território português. No entanto, apesar de ao largo da costa ocidental do continente português existirem cerca de 250 a 350 km de extensão que podem ser aproveitados para fins de extracção de energia das ondas, e de Portugal ter sido um dos países pioneiros na investigação e desenvolvimento dos dispositivos de conversão de energia das ondas, visto que desde 1977 um grupo do Instituto Superior Técnico se dedica a este tópico, os projectos têm tido alguma dificuldade em sair do papel.

Enersis, Tecdragon, EDP e Eneólica são algumas das empresas que estão a avançar com investimentos experimentais para aproveitamento da energia das ondas. A Martifer já criou uma joint-venture com a empresa escocesa Briggs, e a Generg está ainda numa fase de estudos e projectos.

A EDP, por exemplo, pretende concluir durante o primeiro semestre deste ano as negociações com dois tecnólogos para projectos de demonstração em Portugal. Este é o resultado da avaliação de mais de 50 tecnologias em aplicações offshore, segmento em que a EDP acredita existir maior potencial. O Breakwave, outro projecto da EDP perto da costa, é financiado em dois milhões de euros por fundos comunitários, e tem subjacente a aplicação da tecnologia de coluna de água oscilante em estruturas de protecção costeira. A localização do protótipo está em fase final de selecção.

Mais adiantada está a Tecdragon que quer instalar por agora, na zona-piloto de São Pedro de Moel, um primeiro módulo de 7 MW com a tecnologia da Wave Dragon. O objectivo é alargar a potência até aos 49 MW, a partir de 2009, num investimento que pode rondar os 150 milhões de euros. Até à data não foi possível instalar a tecnologia no mar pelas «condições meteorológicas adversas», adianta Borges da Cunha, administrador da Tecdragon.

Na mesma situação está o projecto da Enersis, previsto para o largo de Póvoa do Varzim, cuja potência a instalar nesta fase é de 2,5 MW, ou seja, três máquinas da tecnologia Pelamis, de 750 kW cada, num investimento de 9 milhões de euros. Até 2009 deverão entrar em funcionamento mais 2 máquinas, da mesma potência, que exigem um investimento adicional de 5 milhões de euros. No mesmo ano a Enersis e a sua parceira tecnológica escocesa, Ocean Power Delivery, preparam os testes no mar para alcançar os 20 MW, o que poderá equivaler à instalação de mais 28 máquinas de 750 kW cada, ou de 20, cada uma com 1 MW.

Estes são alguns dos projectos que poderão ajudar a aproveitar o potencial português. Num período de 20 a 30 anos, acredita António Sarmento, director do Centro de Energia das Ondas, poderão ser atingidos os 5000 MW na costa ocidental portuguesa, ao qual devem ser adicionados os potenciais da Madeira e dos Açores, que implicariam um investimento superior a 5000 milhões de euros.

Fonte: Ambiente Online

07 Junho, 2008

Generg instala central solar no valor de 51 milhões de euros

Cerca de 51 milhões de euros é quanto a Generg vai investir numa central solar, em Ferreira do Alentejo. Para esta unidade prevê-se a instalação de 63 360 módulos fotovoltaicos, abrangendo uma área de cerca de 60 hectares. O projecto é apresentado hoje, pelas 16h30, no Auditório da Feira Nacional da Água e do Regadio de Ferreira do Alentejo.

O início da construção desta central está previsto para este mês, prevendo-se que o projecto fique concluído no primeiro semestre de 2009.

A unidade contará com uma potência instalada de 12 MW e com uma produção estimada de 21,3 GWh, tratando-se do maior investimento (em energias renováveis) feito naquela região, com uma produção de energia eléctrica suficiente para suprir as necessidades do concelho, sublinha a Generg.

Fonte: Ambiente Online

03 Junho, 2008

Moura financia microgeração

A Câmara Municipal de Moura, a partir do fundo social disponibilizado pela instalação da central fotovoltaica da Amareleja, financia em 70 por cento, sem juros, a instalação de sistemas de microgeração de energia eléctrica, em edifícios particulares, de empresas ou instituições.

As vantagens deste novo regime de microprodução traduzem-se no facto dos micro produtores passarem a dispor de uma tarifa bonificada, de 0,65 euros por kWh produzido.

Para instalações fotovoltaicas a implantar na região, esta situação pode traduzir-se no retorno do investimento inicial num espaço de tempo reduzido, na ordem dos 5 anos, face ao tempo útil de duração dos equipamentos, acima de 25 anos, explica a autarquia em comunicado.
Recorde-se que a microgeração consiste num novo regime de produção de electricidade em que qualquer pessoa ou entidade, desde que seja consumidor de energia eléctrica, passa a ter o direito a ser também produtor.
Fonte: AmbienteOnline