Ventominho inaugura maior parque eólico da Europa

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Investimento acima dos 361 milhões de eurosA VentoMinho, Energias Renováveis, inaugura esta quarta-feira o maior parque eólico da Europa, em Monção. O investimento ultrapassou os 361 milhões de euros.

O novo parque eólico vai contar com 120 aerogeradores e tem uma capacidade instalada de 240 megawatts.

Está prevista uma produção anual de 530 gigawatts por hora.

A cerimónia de inauguração vai contar com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia, Manuel Pinho.


Na cerimónia será também assinado o segundo protocolo entre a Comédias do Minho-Associação para a Promoção de Actividades Culturais do Vale do Minho e a EEVM-Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho, para o triénio 2009/11, o qual estabelece a continuidade da cooperação para a dinamização dos valores culturais no Vale do Minho.

Fonte: Agência Financeira

Portugal pode avançar em breve para parques de energia eólica em alto mar

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Portugal pode avançar em breve com as primeiras experiências de parques de energia eólica no alto mar. O ministro da Economia revelou que o Governo está a ser contactado por várias empresas do sector que querem utilizar a plataforma marítima continental para a instalação de moinhos produtores de electricidade.

No entanto, Manuel Pinho frisou que a aposta do Governo continua a ser a ocupação das serras portuguesas.

«Ainda temos muito espaço para instalar torres eólicas em terra, mas como queremos experimentar um pouco de tudo nisto das energias renováveis, é intenção do Governo fazer algumas experiências na área das off-shore», disse, acrescentando que existem «algumas empresas interessadas» em avançar nesse sentido.

O titular da pasta da Economia ressalvou que o Executivo tem de ter «consciência que qualquer experiência que seja feita ao nível do off-shore não é comparável com o que está a ser feito com as eólicas instaladas em terra».

Os últimos dados apontam para que daqui a sete anos esteja esgotado o espaço útil em Portugal para a instalação de parques eólicos. Neste sentido, a partir de 2015, os parques eólicos em alto mar deverão ser encarados como alternativa para a produção de electricidade a partir do vento.

Os especialistas apontam para a produção, numa primeira fase, de 3500 megawatts, um potencial bastante abaixo dos planos do Reino Unido que espera, em 2020, ter instalados 25 gigawatts de energia eólica off-shore.

Fonte: TSF

Martifer entra nas energias renováveis no Brasil

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A Martifer anunciou hoje que a sua participada Rosa dos Ventos inaugurou dois parques eólicos, no Estado do Ceará, no Brasil.

Num comunicado a Martifer refere que este parques têm uma potência total de 14,7 MW, estimando a empresa que a produção anual combinada dos parques eólicos de Canoa Quebrada e Lagoa do Mato ascenda a 61.000 MWh, “energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes evitar a emissão de cerca de 25.800 toneladas de CO2 para a atmosfera”.

A mesma fonte salienta que as turbinas destes parques são das maiores instaladas no Brasil até hoje, quer em termos da potência unitária quer na altura das torres instaladas, sendo que estes parques inserem-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Eléctrica (Proinfa), promovidos pelo governo brasileiro, para estimular a produção de energia a partir de fontes renováveis.

Jorge Martins, o CEO da empresa do grupo para as energias renováveis, a Martifer Renewables, está presente no Brasil para a inauguração dos dois projectos, que são os primeiros 14,7 MW a serem concluídos dos 110 MW que a Martifer Renewables tem actualmente em construção, os quais se juntam aos 53 MW em funcionamento que o Grupo tem na Alemanha”.

A Martifer Renewables passa agora a ter parques em operação na Alemanha e Brasil, 96MW de parques eólicos em construção em Portugal, Polónia Roménia e soma em projectos em operação e desenvolvimento, um valor superior a 4,000MW.

A companhia está neste momento presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos da América, Brasil, Bulgária, Austrália, Grécia e Itália.
Fonte:Jornal de Negocios

Esponja high-tech armazena hidrogênio para carros

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Aquele futuro no qual o hidrogénio será utilizado como combustível, produzindo apenas água como subproduto, está um pouco mais próximo da realidade graças a uma descoberta feita por um grupo de pesquisadores gregos.

George Froudakis e seus colegas da Universidade de Creta idealizaram uma esponja capaz de reter 6,1% de seu peso em hidrogénio em condições ambientes de temperatura e pressão.

Armazenamento de hidrogénio


A nova esponja high-tech supera o nível de 6% estabelecido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos como o limite acima do qual a utilização do hidrogênio para alimentação de automóveis se torna viável.

O hidrogénio é um combustível extremamente promissor, mas ainda há grandes desafios tecnológicos a serem vencidos antes que seu uso possa se disseminar. Além de sua própria produção, hoje feita à base de gás natural, um combustível fóssil como o petróleo, armazená-lo é um grande problema, exigindo altas pressões ou temperaturas criogênicas.

A solução mais promissora é o armazenamento sólido, no qual o hidrogénio passa a fazer parte da estrutura atómica de um material, sendo liberado aos poucos, na medida necessária para alimentar o veículo.

Esponja de alta tecnologia


A nova esponja, por enquanto demonstrada apenas em simulações de computador, deverá ser fabricada com folhas de grafeno - estruturas com apenas um átomo de carbono de espessura no formato de telas de galinheiro - separadas por pilares de nanotubos, também de carbono, medindo 1,2 nanômetro de altura.

Quando dopada com íons de lítio, a esponja high-tech consegue reter as moléculas de hidrogénio que se difundem facilmente entre seus poros, graças às suas pequenas dimensões.

Agora é esperar pela sintetização das primeiras amostras desse novo material teórico para que as previsões das simulações possam ser verificadas.

Fonte:Inovação tecnológica

Dependência dos combustíveis fósseis com fim à vista

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O estudo “Energy (R) evolution” prevê que as energias renováveis, até 2090, possam substituir os combustíveis fósseis com o objectivo de travar o aquecimento global. Seria necessário que os investimentos nas energias se efectuassem até 2030 e, de acordo com a EREC e a Greenpeace, esta mudança é necessária, de forma a evitar os perigos inerentes às alterações climáticas.

Algumas das medidas a tomar, propostas pelo estudo, passam por um corte faseado dos subsídios ao nuclear e combustíveis não renováveis, pelo reforço do sistema de limitação e comércio de emissões de dióxido de carbono e redução do aumento de emissões de CO2 com efeito de estufa. Pretende-se, também, criar estruturas de energias renováveis com modelos eficientes aplicáveis aos edifícios e veículos.

O relatório diz que os mercados de energias renováveis estão em crescimento e que poderão vir a crescer ainda mais, de forma a proporcionar uma sustentabilidade global. As projecções são bastante mais optimistas que as da Agência Internacional da Energia que prevê, através dos recurso energéticos renováveis, o abastecimento de só 13% da energia mundial. Já o relatório “Enregy (R) evolution” antevê um abastecimento de 30% até 2030 e 50% até 2050.
Sven Teske da Greenpeace, num e-mail que escreveu à Reuters diz que “a actual instabilidade sentida nos mercados é um forte argumento para aplicar este conceito sobre a evolução energética”.

A aplicação deste projecto, segundo o líder do grupo ambiental Greenpeace, poderá salvar a actual crise, num modelo parecido ao aplicado nos anos 30 depois do “crash” na bolsa de Nova Iorque.
O líder da Greenpeace está, também, convencido de que este processo de crescimento das energias renováveis não será limitado aos países em desenvolvimento, facto que não aconteceu com a internet e o sector financeiro.

Fonte: Rádio Renascença

Painéis solares acompanham Sol sem uso de motores usando liga bimetálica

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Um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveu um equipamento de automação para painéis solares que faz com que os painéis acompanhem o movimento do Sol sem a necessidade de motores e nem de sistemas de controle.
Acompanhamento do movimento do Sol
O dispositivo foi inspirado na forma como as plantas acompanham o movimento do Sol ao longo do dia. Sensores detectam a variação de temperatura entre as áreas de sol e sombreadas do painel solar para verificar a necessidade de movimentação. O próprio calor altera as propriedades do material de suporte dos painéis solares, fazendo com eles se movimentem.Depois de pronto, o equipamento é totalmente passivo, não exigindo nenhuma fonte de energia, ou sequer consumindo energia gerada pelo painel solar, e nem mesmo um equipamento de controle eletrônico.
Painéis solares mais eficientes
Os estudantes testaram diversos materiais, entre eles vários polímeros e fitas bimetálicas, até descobrir o que melhor servia à tarefa. O conjunto que se mostrou mais promissor tem a forma de um arco feito de dois tipos diferentes de metais, como o aço e o alumínio. Os painéis solares são montados no topo desse arco.O calor do Sol aquece mais um lado do arco do que o outro, fazendo com que ele se curve, virando os painéis solares na direção do Sol. Segundo testes feitos pelos estudantes, os painéis que acompanham o Sol chegam a ser 38% mais eficientes do que os painéis solares fixos.
Liga bimetálica
"Nossos protótipos são mais baratos do que os sistemas existentes de rastreamento do Sol," afirmou o estudante George Whitfield, que ajudou a construir o aparelho. Além disso, a utilização da liga bimetálica de aço e alumínio garante que o equipamento poderá funcionar por muito tempo sem desgaste ou necessidade de manutenção.

Painéis solares acompanham Sol sem uso de motores usando liga bimetálica

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Um grupo de estudantes do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveu um equipamento de automação para painéis solares que faz com que os painéis acompanhem o movimento do Sol sem a necessidade de motores e nem de sistemas de controle.Acompanhamento do movimento do SolO dispositivo foi inspirado na forma como as plantas acompanham o movimento do Sol ao longo do dia. Sensores detectam a variação de temperatura entre as áreas de sol e sombreadas do painel solar para verificar a necessidade de movimentação. O próprio calor altera as propriedades do material de suporte dos painéis solares, fazendo com eles se movimentem.Depois de pronto, o equipamento é totalmente passivo, não exigindo nenhuma fonte de energia, ou sequer consumindo energia gerada pelo painel solar, e nem mesmo um equipamento de controle eletrônico.Painéis solares mais eficientesOs estudantes testaram diversos materiais, entre eles vários polímeros e fitas bimetálicas, até descobrir o que melhor servia à tarefa. O conjunto que se mostrou mais promissor tem a forma de um arco feito de dois tipos diferentes de metais, como o aço e o alumínio. Os painéis solares são montados no topo desse arco.O calor do Sol aquece mais um lado do arco do que o outro, fazendo com que ele se curve, virando os painéis solares na direção do Sol. Segundo testes feitos pelos estudantes, os painéis que acompanham o Sol chegam a ser 38% mais eficientes do que os painéis solares fixos.Liga bimetálica"Nossos protótipos são mais baratos do que os sistemas existentes de rastreamento do Sol," afirmou o estudante George Whitfield, que ajudou a construir o aparelho.Além disso, a utilização da liga bimetálica de aço e alumínio garante que o equipamento poderá funcionar por muito tempo sem desgaste ou necessidade de manutenção.

Falta de chuva fez cair produção de electricidade a partir de renováveis em Julho

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A produção de energia eléctrica, a partir de fontes de energia renováveis, caiu 9% em Julho, contrariando a tendência de crescimento dos três meses anteriores. A Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGGE) justifica o menor contributo das renováveis para o “mix” energético nacional com a quebra da componente hídrica. “A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, contrariamente ao verificado nos três últimos meses, regista em Julho um decréscimo (-9%), relativamente ao mês homólogo do ano anterior, como consequência do comportamento verificado na produção da sua componente hídrica, tendo-se registado decréscimos na produção das bacias do Lima (-50%), Tejo (-47%), Mondego (-40%) e Douro (-25%)”, explica a DGGE numa nota publicada na sua página na Internet. O total da potência instalada renovável atingiu 7.868 megawatts (MW), no final de Julho de 2008.O aumento de potência, relativamente a Junho, verificou-se na potência instalada eólica, minihídrica e fotovoltaica, de acordo com a DGGE. A produção eólica, de Janeiro a Julho de 2008, cresceu 37% relativamente a igual período de 2007. Em Julho a produção foi 6% superior à registada no mês homólogo do ano anterior. De Junho para Julho a produção volta a crescer de acordo com a sazonalidade, diz ainda o organismo tutelado pelo Ministério da Economia e Inovação.

Tony Blair: «Problemas globais, soluções globais»

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«Problemas globais exigem soluções globais». Poderá parecer um cliché para um estudante de Relações Internacionais, mas foi esta a mensagem que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair sublinhou de forma mais vincada esta tarde, em Lisboa. Na conferência que proferiu esta segunda-feira, a convite do Diário Digital e sem direito a perguntas por parte dos jornalistas («a pedido do orador»), elogiou a aposta portuguesa nas energias renováveis, mas alertou que a competição é apertada num mundo construído cada vez mais sobre uma teia de «imprevisibilidade».
As palavras de Blair foram servidas à sobremesa de um almoço com dezenas de individualidades de diversos quadrantes, desde a política ao mundo empresarial, entre eles o ministro da Economia, Manuel Pinho, que saudou a vinda do britânico, actual representante do Quarteto para o Médio Oriente, como «um dos políticos mais influentes do nosso tempo» e lhe deixou um convite para regressar e «visitar o maior parque solar do mundo e o maior parque eólico da Europa». Ver notícia completa-->

Fonte:IOL

"Cobra" de borracha vai explorar energia das ondas

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Um gigantesco tubo de borracha, medindo até 200 metros de comprimento, serpenteando ao sabor do movimento das ondas, é o mais novo dispositivo inventado para gerar electricidade de forma sustentável e sem poluição.

Energia das ondas


Baptizado de Anaconda - o nome em inglês para a cobra sucuri - o dispositivo é uma forma totalmente inovadora para gerar electricidade a partir das ondas do mar. Segundo seus inventores, o equipamento terá o menor custo entre todas as formas já inventadas para explorar a energia das ondas ou das marés.

O gerador Anaconda é flexível, fechado nas duas extremidades e cheio de água. Ele deverá ficar ancorado com a sua parte anterior voltada para as ondas. Quando uma onda atinge o Anaconda, a gigantesca cobra de borracha é comprimida, criando uma espécie de onda interna.

Esta onda interna, que é tanto mais forte quanto maior for a onda que atinge o Anaconda, vai até o final da cobra de borracha, onde está instalada a turbina, fazendo-a girar. A electricidade produzida é transmitida para a costa por meio de um cabo.


Gerador de borracha


A construção de borracha do Anaconda torna o equipamento mais leve e mais barato de se construir, além de requerer menos manutenção. Mas, por enquanto, o conceito somente foi testado em laboratório.

Agora, com o apoio da Universidade de Southampton, Inglaterra, seus inventores irão testar um piloto em escala um pouco maior, com um gerador Anaconda construído com um diâmetro de 0,5 metro.

Quando totalmente desenvolvido, o equipamento deverá ter 200 metros de comprimento e um diâmetro de 7 metros, ficando ancorado em locais com profundidades entre 40 e 100 metros. Segundo os cálculos dos seus inventores, um único gerador Anaconda deverá ter uma potência de 1 MW.

Fonte:Inovação tecnológica

Edifício Solar XXI é «ex-líbris da eficiência energética»

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Antecipando os efeitos do diploma Sistema de Certificação Energética aplicados a todos os edifícios, já a partir de 2009, o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) fez hoje a visita guiada ao Edifício Solar XXI, que se situa nas instalações deste instituto.

Este edifício «concretiza os esforços do departamento de energias renováveis do INETI de projectar e construir de raiz um edifício que possa constituir um ex-líbris da eficiência energética em edifícios e da utilização das energias renováveis», vincou hoje Hélder Gonçalves, coordenador deste projecto de investigação, do INETI.

Encarado enquanto caso de estudo, o Edifício Solar XXI, que passa a ser a casa do departamento de energias renováveis do INETI, combina uma estratégia de optimização da envolvente com a utilização de sistemas solares, activos e passivos, onde se destaca a integração de sistemas fotovoltaicos nas fachadas com aproveitamento térmico e um sistema de arrefecimento passivo pelo solo.

Estas são soluções que «permitem assegurar as condições de conforto térmico do edifício, reduzindo ou anulando quaisquer consumos energéticos para esse efeito», referiu Hélder Gonçalves. Aliás, o investigador do INETI afiança que o futuro dos edifícios a nível mundial caminha para a aplicação do conceito Zero Energy Building, ou seja, «edifícios auto-sustentáveis, que produzem a mesma energia que consomem».

EDP Renováveis inaugura parque eólico em França com 35 MW

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Empresa prevê construir novos parques neste mercado durante 2008 e 2009


A EDP Renováveis inaugurou este fim-de-semana em França, na Normandia, o parque eólico do Pays e Bray com 35 megawatts (MW) em operação.

Esta dimensão, segundo a empresa, «contrasta com a média habitual» que ronda os 12 MW em França.


«A energia produzida anualmente neste parque, estimada em 84 GWh/ano, irá assegurar o consumo de energia eléctrica de cerca de 90 mil pessoas, evitando em simultâneo a emissão de 24.500 toneladas de CO2 para a atmosfera», revela em comunicado.


Segundo a companhia, conta actualmente com 22 MW brutos em operação no mercado francês, estando ainda em construção mais 135 MW ou em fase avançada de desenvolvimento, que se prevê que entrem em construção durante 2008 ou 2009.



Fonte: Agência Financeira

Empresas posicionam-se para agarrar energia das ondas

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Considerada uma fonte de energia limpa e inesgotável, as ondas podem ser uma das energias do futuro em território português. No entanto, apesar de ao largo da costa ocidental do continente português existirem cerca de 250 a 350 km de extensão que podem ser aproveitados para fins de extracção de energia das ondas, e de Portugal ter sido um dos países pioneiros na investigação e desenvolvimento dos dispositivos de conversão de energia das ondas, visto que desde 1977 um grupo do Instituto Superior Técnico se dedica a este tópico, os projectos têm tido alguma dificuldade em sair do papel.

Enersis, Tecdragon, EDP e Eneólica são algumas das empresas que estão a avançar com investimentos experimentais para aproveitamento da energia das ondas. A Martifer já criou uma joint-venture com a empresa escocesa Briggs, e a Generg está ainda numa fase de estudos e projectos.

A EDP, por exemplo, pretende concluir durante o primeiro semestre deste ano as negociações com dois tecnólogos para projectos de demonstração em Portugal. Este é o resultado da avaliação de mais de 50 tecnologias em aplicações offshore, segmento em que a EDP acredita existir maior potencial. O Breakwave, outro projecto da EDP perto da costa, é financiado em dois milhões de euros por fundos comunitários, e tem subjacente a aplicação da tecnologia de coluna de água oscilante em estruturas de protecção costeira. A localização do protótipo está em fase final de selecção.

Mais adiantada está a Tecdragon que quer instalar por agora, na zona-piloto de São Pedro de Moel, um primeiro módulo de 7 MW com a tecnologia da Wave Dragon. O objectivo é alargar a potência até aos 49 MW, a partir de 2009, num investimento que pode rondar os 150 milhões de euros. Até à data não foi possível instalar a tecnologia no mar pelas «condições meteorológicas adversas», adianta Borges da Cunha, administrador da Tecdragon.

Na mesma situação está o projecto da Enersis, previsto para o largo de Póvoa do Varzim, cuja potência a instalar nesta fase é de 2,5 MW, ou seja, três máquinas da tecnologia Pelamis, de 750 kW cada, num investimento de 9 milhões de euros. Até 2009 deverão entrar em funcionamento mais 2 máquinas, da mesma potência, que exigem um investimento adicional de 5 milhões de euros. No mesmo ano a Enersis e a sua parceira tecnológica escocesa, Ocean Power Delivery, preparam os testes no mar para alcançar os 20 MW, o que poderá equivaler à instalação de mais 28 máquinas de 750 kW cada, ou de 20, cada uma com 1 MW.

Estes são alguns dos projectos que poderão ajudar a aproveitar o potencial português. Num período de 20 a 30 anos, acredita António Sarmento, director do Centro de Energia das Ondas, poderão ser atingidos os 5000 MW na costa ocidental portuguesa, ao qual devem ser adicionados os potenciais da Madeira e dos Açores, que implicariam um investimento superior a 5000 milhões de euros.

Fonte: Ambiente Online

Generg instala central solar no valor de 51 milhões de euros

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Cerca de 51 milhões de euros é quanto a Generg vai investir numa central solar, em Ferreira do Alentejo. Para esta unidade prevê-se a instalação de 63 360 módulos fotovoltaicos, abrangendo uma área de cerca de 60 hectares. O projecto é apresentado hoje, pelas 16h30, no Auditório da Feira Nacional da Água e do Regadio de Ferreira do Alentejo.

O início da construção desta central está previsto para este mês, prevendo-se que o projecto fique concluído no primeiro semestre de 2009.

A unidade contará com uma potência instalada de 12 MW e com uma produção estimada de 21,3 GWh, tratando-se do maior investimento (em energias renováveis) feito naquela região, com uma produção de energia eléctrica suficiente para suprir as necessidades do concelho, sublinha a Generg.

Fonte: Ambiente Online

Moura financia microgeração

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A Câmara Municipal de Moura, a partir do fundo social disponibilizado pela instalação da central fotovoltaica da Amareleja, financia em 70 por cento, sem juros, a instalação de sistemas de microgeração de energia eléctrica, em edifícios particulares, de empresas ou instituições.

As vantagens deste novo regime de microprodução traduzem-se no facto dos micro produtores passarem a dispor de uma tarifa bonificada, de 0,65 euros por kWh produzido.

Para instalações fotovoltaicas a implantar na região, esta situação pode traduzir-se no retorno do investimento inicial num espaço de tempo reduzido, na ordem dos 5 anos, face ao tempo útil de duração dos equipamentos, acima de 25 anos, explica a autarquia em comunicado.
Recorde-se que a microgeração consiste num novo regime de produção de electricidade em que qualquer pessoa ou entidade, desde que seja consumidor de energia eléctrica, passa a ter o direito a ser também produtor.
Fonte: AmbienteOnline

Nutroton Energias investe 40 milhões de euros até 2010 em eficiência energética

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N Energias é o nome que dá corpo ao programa lançado hoje pela Nutroton Energias na área da eficiência energética e microgeração. Até 2010 o investimento de 40 milhões de euros da empresa, que conta com a parceria da Iberfer, será aplicado em edifícios públicos, de carácter municipal, «de norte a sul do País», referiu Luís Marques Mendes, administrador-delegado da Nutroton Energias, hoje em conferência de imprensa.

A escolha de autarquias como «destinatário prioritário» do programa justifica-se não só pela existência de um «parque imobiliário muito significativo», mas também porque «não há ainda uma cultura de eficiência energética enraizada nem disponibilidade financeira para realizar o investimento», salientou o administrador-delegado da Nutroton Energias.

A realização de estudos de eficiência energética, nas vertentes técnica, económica e financeira, a elaboração de planos e projectos de eficiência energética e a adequação ao sistema de certificação energética de edifícios são as acções a realizar no âmbito dos contratos protocolados com os municípios e cujo investimento se prevê na ordem dos 2 milhões de euros. Segundo Marques Mendes, embora o programa arranque oficialmente hoje, a Nutroton Energias já tem assinado um protocolo com uma associação de municípios da região norte e prepara-se para celebrar contratos de «chave-na-mão» com mais três autarquias. Até 2010 o objectivo da empresa é contratualizar este serviço com cerca de 50 municípios.

Fonte: AmbienteOnline

Chineses descobrem como fazer biogás da palha de arroz

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Diante do crescente movimento contrário aos biocombustíveis, responsabilizados pela alta no preço dos alimentos, a solução encontrada por pesquisadores chineses parece soar como uma revanche: eles descobriram como produzir biogás a partir da palha de arroz, ou seja, aproveitando um rejeito da produção de alimentos.

Alternativa chinesa

O aproveitamento desse rejeito agrícola poderá criar para a China - o maior produtor mundial de arroz - uma alternativa ao petróleo semelhante à que o Brasil alcançou, com o etanol a partir da cana-de-açúcar.

Aproveitamento da palha de arroz

A equipe do Dr. Xiujin Li, da Universidade de Pequim, aprimorou uma técnica que aumentou a produção do biogás a partir da palha de arroz em 65%. Segundo seus cálculos, a China dispõe de 230 milhões de toneladas de palha de arroz por ano, descartadas após a colheita dos grãos, que poderão ser convertida em biogás.

A palha de arroz não vinha sendo aproveitada para a produção de biocombustíveis até agora porque a celulose não é facilmente quebrada pelas bactérias, devido à complexa estrutura física e química da biomassa ligninocelulósica.

Pré-tratamento

A equipe do Dr. Li resolveu o problema tratando a palha de arroz com hidróxido de sódio antes de fermentá-la. Esse pré-tratamento aumentou o rendimento da biomassa ao gerar mais celulose e outros compostos que podem ser digeridos pelas bactérias, que liberam o gás ao se alimentar.

Os pesquisadores já construíram três protótipos e agora estão analisando a viabilidade económica do processo.

Fonte:Inovação tecnológica

AreanaTejo avança com projectos em energias renováveis

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A Agência Regional de Energia e Ambiente do Norte Alentejano e Tejo (AreanaTejo) está a promover, em parceria com o Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, a instalação de um parque eólico na sua região. Já em Junho será colocada no concelho de Nisa uma torre de medição para avaliação do potencial eólico. Simultaneamente, a agência está a avaliar a conformidade do projecto, através da elaboração de um enquadramento ambiental que será utilizado como base para promover este mesmo investimento.
Outros estudos estão a ser feitos para testar a viabilidade da microgeração em edifícios municipais. Este tipo de projectos permitirá «não só a criação de uma fonte de receita para os municípios, como permitirá também dar um contributo em termos de produção de energias renováveis», salienta a AreanaTejo.Ver notícia completa-->

Magenn Air Rotor

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The Floating Balloon Wind Generator

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Balão que gera eletricidade a partir do vento começa a ser testado

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A empresa emergente Magenn, do Canadá, afirmou que está em vésperas de tornar realidade um projeto que, segundo os seus fundadores, deverá revolucionar a forma como a energia eólica pode ser aproveitada.


Testes no hangar

Em vez de gigantescos cata-ventos, instalados em postes, a idéia é utilizar balões insufláveis dotados de um sistema que os faz girar ao longo do seu eixo horizontal.

Nos últimos dias, a empresa está a conduzir os testes finais com o seu primeiro balão em escala real, enchendo-o com hélio. Inicialmente o sistema será testado no interior de um gigantesco hangar, com mais de 60 metros de altura. Se tudo caminhar dentro do planeado, o balão será esvaziado, retirado do hangar, e finalmente posto em testes ao ar livre.


Eficiência eólica

O balão deverá funcionar ancorado por um cabo de aço a 300 metros de altitude. O vento fará girar a sua parte externa, movimentando um gerador interno. A eletricidade gerada chegará ao solo por meio de um cabo anexo ao cabo de ancoragem.

Dependendo das dimensões do balão, o sistema será capaz de gerar desde 10 kilowatts de potência - o que o tornará útil também para pequenas propriedades - até a faixa dos Megawatts.

Como o balão ficará em altitude bastante superior à das turbinas eólicas convencionais, seu funcionamento será mais constante, tirando maior proveito das correntes de vento. Segundo cálculos da Magenn, o seu sistema MARS ("Magenn Power Air Rotor System") terá uma eficiência na conversão do vento em eletricidade de 50%, enquanto as turbinas eólicas instaladas no solo têm eficiência entre 20 e 25%.


Dirigível estável

O conceito MARS para geração de eletricidade a partir do vento é uma adaptação da "Aeronave Magnus", um conceito de dirigível inventado nos anos 1970 por Fred Ferguson, um engenheiro aeronáutico que é também o fundador da Magenn.

O dirigível Magnus foi projetado de forma a girar à medida que se movia para frente. A rotação permite que ele ganhe sustentação, estabilidade, e possa manter-se posicionado em uma área restrita e totalmente controlada - um fenômeno agora conhecido como efeito Magnus.


Fonte: Inovação Tecnológica

Tempestade eléctrica sobre vulcão em erupção

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Relâmpagos iluminam a zona em vota do vulcão de Chaiten, no Chile, vistos de Chana, cerca de 30 km a norte. No dia 2 de Maio, iniciou-se a que é a primeira erupção do Chaiten em milhares de anos. Os casos de tempestades eléctricas directamente sobre vulcões em erupção estão bem documentados, apesar de os cientistas não serem unânimes quanto às suas causas. Foto: Carlos Gutierrez/Reuters

Fonte:Público

Concentrador de luz torna energia solar competitiva com petróleo e carvão

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A empresa emergente Sunrgi apresentou um novo sistema de lentes que concentra a luz do Sol, fazendo-a chegar às células solares com uma intensidade 1.600 vezes maior do que a luz do Sol normal, resultando no mais eficiente gerador de energia solar já feito.

Custo da energia solar

Segundo a empresa, seu equipamento permitirá a produção de energia solar a um custo de US$0,05 por kilowatt/hora (kWh), um preço competitivo com as fontes tradicionais de geração de electricidade, como as termoeléctricas a gás natural e até mesmo aquelas alimentadas a carvão, o combustível mais barato actualmente.

Em termos de custos, as mais promissoras células solares são as células orgânicas flexíveis ou orgânicas. Mesmo com todos os seus avanços, seu custo ainda é significativamente superior a este (veja Painéis solares flexíveis chegam ao mercado custando US$0,99/watt).

Concentrador solar

O protótipo do sistema, baptizado de XCPV (Xtreme Concentrated Photovoltaics), consiste em um conjunto de lentes e um sistema de resfriamento para as células solares, para que elas não se fundam com o extremo calor gerado.

Já existem diversos sistemas de concentração de luz solar, que atingem amplificações ao redor de 500 vezes (veja Forno solar usa combustão reversa para transformar CO2 em combustível e Energia solar é armazenada quimicamente de forma eficiente).

A Sunrgi afirma que conseguiu multiplicar várias vezes esse valor desenvolvendo uma tecnologia que mantém suas células solares feitas com o elemento semicondutor germânio a uma temperatura em torno de 20º C.

Disponibilidade comercial

A empresa afirma que é possível colocar o equipamento em comercialização em um período entre 12 e 15 meses porque todas as peças necessárias para a montagem do XCPV podem ser fabricadas pela indústria electrónica já instalada, sem a necessidade de construção de novas fábricas especializadas.

Fonte:Inovação tecnológica

Solar fotovoltaico: o dilema da escala de produção

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Portugal é um dos países mais ricos da Europa em termos de energia solar. A insolação em Portugal Continental varia entre 1800 e 3100 horas de sol por ano. Para aproveitar este recurso estão a ser investidos, por exemplo, quase 600 milhões de euros no solar fotovoltaico.

A central de Serpa, com 11 MW de capacidade, e a de Moura, na qual vão ser instalados 46,41 MW de pico e 35 MW de potência de injecção na rede, são dois dos projectos mais emblemáticos do País, figurando entre os maiores do mundo. No entanto, a escala de produção é um dos dilemas que se colocam relativamente a este tipo de investimentos. Para António Sá da Costa, presidente da Associação de Energias Renováveis (Apren), «a aposta na vertente fotovoltaica não deve ser feita em projectos de grande escala, da mesma maneira que a bicicleta não dá para ser um transporte de massas», afirma.

Muito pequena, pequena e média dimensão. É nesta escala que Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Sociedade Portuguesa de Energia Solar (SPES), também vê o futuro da fotovoltaica. «É negativo e contraproducente investirmos em projectos megacentralistas. Não faz sentido praticar uma cultura intensiva de painéis solares. É como termos um mono, um elefante perdido num monte alentejano», compara. A solução passa por diversificar as utilizações dos painéis, em explorações agrícolas, hotéis, escolas, e outros edifícios públicos.

A Associação Portuguesa da Indústria Solar (Apisolar) é outra entidade contra os projectos de grande dimensão. «Uma potência de 62 MW é megalómana. No máximo aprovaríamos três centrais de 5 MW e repartidas pelo País», defende o presidente da associação, Carlos Campos. «A conta é muito simples: 62 MW equivalem a 24 800 pequenos sistemas de 2500 W, o que daria para 248 empresas se criarem e instalar cada uma delas 100 sistemas de 2500 W, o que é muito», enfatiza.

No mesmo sentido, Sá da Costa lembra que existem perto de 3 milhões de casas em Portugal. «Se em 10 por cento for instalada essa potência, teremos 800 MW, disseminados em 300 mil projectos, ou seja, uma potência 12 vezes superior à que será instalada em Moura», reflecte. «Ao contrário da centralização da potência, é preciso descentralizar», conclui Carlos Campos.

Fonte: Ambiente Online

Portugal importou mais 9,3 por cento de energia em 2007

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O saldo importador de energia de Portugal sofreu um agravamento de 9,3 por cento em 2007, segundo a factura energética do País, relativa ao ano passado, colocada recentemente no sítio da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). O saldo corresponde a 6 448 milhões de euros, contra 5 901 milhões de euros em 2006 devido, fundamentalmente, explica a DGEG, ao aumento das cotações internacionais do petróleo bruto.

Em 2007 Portugal gastou 8 mil milhões de euros em importação de energia, da qual 81 por cento é petróleo, 10,3 por cento é gás natural, 4,9 por cento electricidade, 3,4 por cento hulha e 0,4 por cento coque de petróleo. O valor das exportações de energia (reexportação de refinados e exportação de electricidade) sofreu um decréscimo de 19,6 por cento, 1 558 milhões de euros em relação a 1 939 milhões de euros em 2006.

A exportação de refinados decresceu 11,9 por cento, enquanto a electricidade decresceu 28,2 por cento. Por sua vez, a importação de energia eléctrica cresceu 9,6 por cento, a de gás natural aumentou 13,4 por cento, registando a maior subida, e a de refinados aumentou igualmente, 12,3 por cento. A energia importada teve um peso na balança de mercadorias de 14,7 por cento.

Segundo a DGEG, o agravamento do saldo importador foi mitigado devido à acção conjugada de um ano de 2007 relativamente húmido, «onde a redução de necessidades de fuel ( menos 17,1 por cento) e de carvão ( menos 18 por cento) para a produção de electricidade foram significativas. Para além disso, diz, houve uma redução de stocks de produtos de petróleo de cerca de 400 mil toneladas e uma quebra geral no consumo de derivados de petróleo de 2,2 por cento.

Fonte: Ambiente Online

Carris distinguida pelo seu comportamento energético

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A Comissão Europeia distinguiu a Carris com o prémio GreenBuilding Partner Award 2008, reconhecendo a boa prática energética da empresa implementada no Edifício “A” do Complexo de Miraflores. Esta distinção, criada em 2008, premeia a eficiência no comportamento energético em edifícios não-residenciais.

O Prémio foi atribuído durante a quinta conferência do Improving Energy Efficiency in Commercial Buildings 08, que decorreu em Frankfurt (Alemanha), em Abril.

O GreenBuilding é um programa voluntário criado pela Comissão Europeia, que visa a melhoria dos níveis de poupança energética e ambiental. Os proprietários de edifícios não-residenciais são aconselhados e motivados a implementarem medidas de poupança de energia, recebendo, assim, o reconhecimento público por estas acções.

Fonte: Ambiente Online

Uso da radiação terahertz fica mais próxima com metamaterial sintonizável

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Para gerar imagens médicas do corpo humano, os pacientes hoje podem ser submetidos a diversas técnicas, entre as quais a incidência de raios-X ou de fortes campos magnéticos.

Imagine, porém, gerar uma imagem a partir de uma radiação naturalmente emitida pelo corpo humano. É justamente isso que acontecerá quando os cientistas tiverem um controle total sobre a radiação terahertz.

Radiação terahertz

No espectro electromagnético, a radiação terahertz localiza-se entre as microondas e a radiação infravermelho, nas frequências entre 300 biliões até 3 triliões de ciclos por segundo.

Tanto células vivas quanto compostos químicos inertes emitem "assinaturas" características na faixa dos terahertz, mas detectar e medir essas emissões tem sido um grande desafio, porque elas são muito fracas e rapidamente absorvidas pela atmosfera.

Sintonizando em terahertz

Agora, um grupo de cientistas de três universidades norte-americanas conseguiu fabricar um metamaterial - um material sintético, composto de vários outros - que pode ser ajustado para capturar uma larga faixa de frequências na região dos terahertz.

Ao invés de ter que fabricar uma "antena" para cada faixa específica, como acontecia até agora, os cientistas agora podem varrer uma faixa ampla de frequências, detectando a assinatura de vários compostos químicos.

É mais ou menos como se, até agora, os cientistas tivessem que construir um rádio para cada "estação" na freqüência terahertz e agora eles tivessem inventado o dial, permitindo que um mesmo rádio capture inúmeras "estações". Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação tecnológica

Chuva trava subida da electricidade em 2009

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Não há razão para alarme. Pelo contrário. A forte chuva dos últimos dias ajudaram a anular o diferencial no nível de reservas de água nas barragens face à média histórica para esta época do ano. Os beneficiados vão ser os consumidores de electricidade, uma vez que o recurso às centrais hídricas para a produção de electricidade é mais barato do que a produção a gás ou carvão, o que ajudará a travar a subida de preço da electricidade.

A EDP é dona de quase 85% do parque electroprodutor nacional, estimado em 10.400 MW, o grupo liderado por António Mexia conta com 4.578 MW repartidos por 35 barragens. As restantes centrais termoeléctricas recorrem ao carvão, fuel, gasóleo e gás natural para gerar electricidade. Matérias-primas de origem fóssil, importadas, com forte impacto nos custos de produção e, por inerência, nas tarifas do consumidor final.
A EDP, curiosamente, não pode pôr a diferença ao bolso, uma vez que tem a quase totalidade da produção hídrica comprometida por contratos de longo prazo em que apenas garante uma margem de lucro pré-determinada. Se a produção é conseguida a preço mais baixo, os ganhos vão para os consumidores. Em períodos de seca, o bolso do consumidor acaba por se ressentir. Sobretudo as empresas e, em particular, a grande indústria.

Segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o peso da energia e do fornecimento na factura dos clientes de alta tensão e muito alta tensão situa-se acima dos 70%. Já nos consumidores domésticos é de apenas 46%.
Os primeiros, como necessitam de mais potência, estão por norma localizados nas proximidades das redes de alta tensão. Usam menos esta infra-estrutura, mas estão mais expostos à evolução do preço da energia. Já a electricidade para chegar à casa dos pequenos clientes tem de fazer um percurso maior, apesar dos custos de produção serem os mesmos. Onde está então a diferença? No papel do regulador que interfere especialmente na fixação das tarifas da rede.

O real impacto do aumento da pluviosidade nas últimas semanas é, no entanto, difícil de medir. Sendo a tarifa aditiva, na prática significa que depende de um somatório de vários factores, como o uso geral do sistema ou os chamados custos de interesse económico, onde se incluem os encargos com as renováveis ou a convergência tarifária com as regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Inequívoco, é que, até 15 Abril último, o nível médio de reserva de águas nas centrais hidroeléctricas da EDP era de 50%. A média histórica para este período do ano situa-se no 60%. O mesmo não se passava no início do ano. Entre Setembro de 2007 e Fevereiro passado, choveu no país menos de metade, 48%, da média entre 19441 e 1998. E, embora as barragens ainda tivesse água suficiente, os sinais de alarme estavam activados.

Barragens EDP

1- Como se gere uma barragem

São dois, os tipos de centrais hidroeléctricas clássicas em Portugal. As fio de água, que permitem o armazenamento, e as albufeiras. As primeiras estão localizadas sobretudo no Douro. Como não permitem reter as águas, são umas das principais responsáveis pelas cheias na região. A escolha de quem injecta, ou não, energia na rede cabe à REN. A gestora da infra-estrutura de transporte tem o mapa das necessidades nacionais, bem como o acesso à formação dos caudais das diversas barragens e níveis de albufeira.


2 - Quais as maiores barragens da EDP
O parque hidroeléctrico da EDP está situado sobretudo no Norte e Centro do País, com excepção do Alqueva. No total, o grupo controla 35 barragens, o que lhe garante o monopólio da grande produção hídrica. As centrais mais expressivas são o Alto Lindoso, com 630 MW, seguida da Bemposta, com 240 MW, potência que será duplicada em breve. À lista junta-se ainda a barragem da Aguieira, com 336 MW.


Consumo de Água

1 - Quanta água gastam os portugueses
Anualmente, os portugueses gastam cerca de 8.800 milhões de metros cúbicos de água. O que não é suficiente para gastar toda a capacidade de armazenamento das albufeiras, que é da ordem dos 12 mil milhões de metros cúbicos. O valor dos gastos refere-se à água que sai dos leitos (captação em alta) e não àquela que chega às torneiras dos consumidores, depois de perdas difíceis de contabilizar.


2 - Total das reservas nacionais de água
As reservas naturais de água em Portugal estão estimadas em valores próximos dos 100 mil milhões de metros cúbicos – é essa a água subterrânea que se perspectiva existir no território nacional. Em termos mundiais, as águas subterrâneas representam apenas 29% da água potável. O grosso são gelos e neves (70%); os rios representam apenas 1%. A água potável no mundo é apenas 3% do total. Os restantes 97% são oceanos.


3 - Onde gastam os portugueses a água
Por muito surpreendente que possa parecer, o abastecimento urbano representa apenas 7% dos gastos de água dos portugueses. A maior parte da água gasta em Portugal segue para a agricultura (75%) e em muito menos escala para a indústria (4%). Refira-se ainda que 14% da água gasta anualmente tem por finalidade proceder ao arrefecimento dos centrais termoeléctricas. Esta repartição está em linha com os restantes países do Ocidente.


4 - Portugal poderá ter problemas de água
Para dados de 2005, Portugal está na fronteira da geografia onde não há problemas de água. Mas, a Sul do território, os problemas começam a surgir. E toda a bacia Sul do Mediterrâneo é uma das zonas de maior falta de água no mundo – muito pior que o centro de África ou a Oceânia. Mas uma resposta definitiva à questão referente a Portugal é praticamente impossível, dizem os técnicos, face às alterações recentes do clima.

Fonte: Diário Económico

Agência Cascais Energia inicia caça ao desperdício energético

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A Agência Cascais Energia deu início às auditorias da Brigada Caça-Watts, um projecto de diagnóstico energético nos domicílios dos munícipes de Cascais, cujo objectivo é reduzir em 10 por cento o consumo de energia doméstica no concelho. Desenvolvido com o apoio da Osram e da Toyota, este projecto consiste na realização de auditorias ao consumo energético de cada residência por parte de técnicos da Agência Cascais Energia, através de uma abordagem prática, efectuada sob a perspectiva do consumidor.

A preocupação desta entidade com o aproveitamento de energia nos domicílios prende-se com o facto de ser no sector doméstico que se verificam os maiores índices de consumo de gás e electricidade, conforme revelado na Matriz Energética de Cascais.

Para estabelecer um diagnóstico, os técnicos analisam os padrões de consumo, identificam os pontos de consumo excessivo, comparam o desempenho de cada equipamento doméstico e dos aparelhos eléctricos. Posteriormente, traçam o perfil do gasto energético do lar e apresentam uma recomendação sobre o modo de reduzir o consumo, evitando o desperdício.

De acordo com Carlos Carreiras, presidente da Cascais Energia e vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, «este projecto insere-se na estratégia da autarquia de disseminar boas práticas ao nível do consumo energético e representa um importante contributo no sentido de tornar o concelho mais eficiente em termos ambientais e económicos».

Fonte: Ambiente Online

Irlanda do Norte recebe o primeiro parque submarino de produção de energia do mundo

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Começou a ser instalado o primeiro parque submarino de produção de energia do mundo. A estrutura vai ser construída no estreito de Strangford Lough, a Sudeste de Belfast, Irlanda do Norte, e vai gerar electricidade suficiente para alimentar mil casas.


“A instalação de SeaGen começou hoje e deverá levar 14 dias", disse o porta-voz da empresa Marine Current Turbines (MCT), a empresa que concebeu a infra-estrutura. A SeaGen tem dois rotores de 16 metros cada e tem uma envergadura submarina de 43 metros. Situada a 400 metros da costa, a estrutura vai ficar plantada a 24 metros de profundidade.

"A corrente ali é muito forte”, explicou o porta-voz, dando razões para o local de construção, “tinha sentido de um ponto de vista logístico por estar próximo das infra-estruturas portuárias de Belfast e é um local relativamente protegido". A água vai fazer todo o trabalho, gerando “energia verde”. Calcula-se que o parque vá produzir cerca de 1,2 megawatts (MW).


Existem outras infra-estruturas semelhantes em todo o mundo mas ainda não estão ligadas a redes de electricidade. A SeaGen vai entrar em funcionamento no Verão. A MCT projecta construir mais sete SeaGen ao largo de d’Anglesey, no noroeste do País de Gales, que em 2012 estarão a produzir 10MW de energia.

Em Portugal projecta-se um parque de energia das marés em Peniche. A Eneólica é a empresa que está por trás deste empreendimento, a tecnologia utilizada é pioneira. Espera-se que o projecto esteja em fase de exploração comercial no final de 2009, com uma produção entre 50 e 100MW.

Portugal já atingiu meta europeia de electricidade com fontes renováveis

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O ex-eurodeputado e empresário Carlos Pimenta sustentou hoje que Portugal, que em 2009 terá um amplo complexo fabril de equipamentos eólicos, já alcançou a meta europeia de consumo de electricidade produzida com fontes de energia "limpas".

Em declarações à Agência Lusa, Carlos Pimenta explicou que uma directiva europeia de 2001 determinou que, em 2010, a electricidade consumida nos Estados-membros seja produzida em 39 por cento por fontes de energia alternativas (água, vento, sol, biomassa...).

"Portugal não só ganhou esta aposta como vai ultrapassá-la face aos projectos concretos em curso e previstos para 2009 e 2010 [em termos de construção de parques eólicos]", defendeu o empresário ligado ao sector.


O ex-secretário de Estado do Ambiente falava à Lusa no dia em que o primeiro-ministro, José Sócrates, abordará a política de energia no debate quinzenal da Assembleia da República.

Carlos Pimenta apontou que, nos últimos cinco anos, Portugal investiu mais de três mil milhões de euros na construção de parques eólicos, estimando-se para este ano investimentos de mais de mil milhões de euros.


O ambientalista adiantou que, no próximo ano, deverá começar a funcionar um complexo de 19 fábricas, com sede em Viana do Castelo, que produzirá equipamentos eólicos para os mercados interno e externo.

O projecto, que envolve o maior fabricante de tecnologia eólica do mundo, de origem alemã, e 29 empresas associadas, incluindo a EDP, permitirá, depois de todo construído, a exportação de equipamentos da última geração, gerando uma receita de mais de 300 milhões de euros anuais.


Actualmente, existem duas fábricas a laborar em Viana do Castelo, que terão ramificações para outras zonas do Norte e Centro do país.

Segundo Carlos Pimenta, serão criados dois mil postos de trabalho directos e oito mil indirectos na chamada "Autoeuropa do Vento", numa analogia à fábrica de automóveis da Volkswagen de Palmela.

O empresário referiu que uma nova directiva europeia fixou para 2020 que 20 por cento da totalidade da energia consumida nos Estados-membros seja produzida por fontes renováveis.


"É um desafio mais difícil, que vai implicar uma revolução no sector a partir de 2010", vaticinou, ressalvando que a meta abrange todo o tipo de energia consumida, para além da electricidade.

Questionado sobre se Portugal está preparado para responder a este desafio, Carlos Pimenta respondeu que "é possível ganhá-lo" se for encarado como "um grande objectivo económico".

"Portugal tem potencial. O sector eólico foi um bom agoiro. Agora, é preciso replicar na energia solar", exemplificou, notando que no "Chipre não há casa sem painel solar".

O antigo eurodeputado salientou, face às alterações climáticas e ao aumento do preço dos combustíveis, que as fontes "limpas" têm quatro vantagens: "produzem energia, poupam importações, geram emprego e são boas para o ambiente".


Fonte: Lusa

Biotecnologia brasileira transforma rejeito de glicerina em energia

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Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) identificou bactérias que degradam a glicerina para sua transformação em biogás. O trabalho utiliza o resíduo bruto da glicerina gerado pela produção de biodiesel que, por não poder ser vendido como matéria-prima para indústrias como a de cosméticos, acaba sendo descartado em aterros industriais.

Bactérias produzem biogás

De acordo com a coordenadora do estudo, Maria de Los Angeles Palha, professora do Departamento de Engenharia Química da UFPE, o biogás é produzido quando um aglomerado bacteriano, presente no esterco bovino e composto por várias espécies de microrganismos, é colocado em contacto com a glicerina bruta em equipamentos biodigestores.

"O biogás gerado é o metano, que pode ser utilizado como combustível para a produção de energia eléctrica. A partir de bactérias existentes nos dejectos do gado, o processo de biodigestão faz com que a biomassa seja fermentada, em diferentes etapas, para a obtenção do biogás", disse a pesquisadora à Agência FAPESP.

"Os microrganismos se alimentam dos nutrientes do esterco, que é colocado em contato com a glicerina líquida, para transformá-la em metano por meio de reações bioquímicas", disse Maria, que é coordenadora do curso de engenharia química da UFPE. A reação química ocorre na ausência do oxigênio, uma vez que as bactérias empregadas são anaeróbicas. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação tecnológica

Como é a sua relação com as energias renováveis

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Estudo analisa imagem que os portugueses têm em relação às energias renováveis e aos equipamentos que as produzemOs portugueses são unânimes na forma como liga as energias renováveis às preocupações ambientais. A preocupação ecológica é a principal razão apresentada pelos inquiridos para explicar a valorização de um imóvel com equipamentos para produção de energia renovável. Mas no que se refere a conforto e a custos de manutenção as opiniões divergem entre sexos, de acordo com o estudo «As Energias Renováveis» que integra o Observador Cetelem.

Assim, se por um lado os homens apreciam o aumento dos níveis de conforto associados à utilização dos equipamentos (2,4% em comparação com 0,8% dos inquiridos do sexo feminino), por outro as mulheres apontam a redução de custos como razão para valorização dos equipamentos (3,5% em comparação dos 1,7% de inquiridos do sexo masculino).

De referir que este estudo do Cetelem, do Grupo BNP Paribas, analisou a imagem que os portugueses têm em relação às energias renováveis e aos equipamentos que as produzem.

Fonte: Agência Finenceira

Nanomaterial transforma radiação diretamente em eletricidade

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Há pouco mais de uma semana, cientistas alcançaram o maior avanço nos materiais termoeléctricos nos últimos 50 anos. Esses materiais são capazes de transformar directamente o calor em electricidade.

Radioatividade em eletricidade

Agora, pesquisadores de outros dois laboratórios, anunciaram ter descoberto uma forma de aumentar drasticamente o rendimento de materiais capazes de transformar radioactividade - e não calor - directamente em electricidade.

A descoberta poderá alterar totalmente o projecto das centrais nucleares, tornando-as menores, mais simples e mais baratas. Segundo os pesquisadores Liviu Popa-Simil e Claudiu Muntele, os materiais que eles estão desenvolvendo são capazes de gerar 20 vezes mais energia a partir do decaimento radioactivo do que os materiais termoeléctricos.

Nanomaterial

Materiais capazes de converter radioactividade em electricidade já foram utilizados em várias sondas espaciais nos anos 1960 e 1970. Contudo, esses materiais nunca foram eficientes o suficiente para aplicações em larga escala, principalmente em reactores nucleares.

O advento da nanotecnologia permitiu que os pesquisadores desenvolvessem um nanomaterial à base de nanotubos de carbono. Fatias de nanotubos são recobertas com uma película de ouro e circundadas com hidreto de lítio, um material largamente utilizado em baterias recarregáveis.

As partículas radioactivas que atingem a camada de ouro empurram uma grande quantidade de eléctrons em direção à camada de nanotubos de carbono, que os colecta e transporta com grande eficiência. A seguir, os eléctrons atingem a camada de hidreto de lítio, de onde se dirigem aos eléctrodos, permitindo que a corrente eléctrica flua.Ver notícia completa-->

Fonte:Inovação tecnológica