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Governo admite acabar com subsídios às renováveis

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O fim das tarifas subsidiadas para a produção de energia renovável, que este ano deverão custar perto de 500 milhões de euros ao País, é um cenário admitido num documento que será enviado para Bruxelas


O Governo português admite acabar com os subsídios dados à produção de energias renováveis através das tarifas subsidiadas ("feed-in tariffs", ou FIT). 

Essa é uma possibilidade que o Executivo assume no Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), cuja versão final já está pronta e será enviada à Comissão Europeia muito em breve. 

"No futuro, e dependendo da evolução da competitividade das tecnologias e do seu grau de maturidade, as instalações produtoras de electricidade a partir de fontes de energia renováveis poderão deixar de beneficiar de uma FIT regulada, passando a estar imediatamente integradas no mercado de electricidade", refere o PNAER na sua última versão, que pode ainda ser objecto de comentários até dia 21. O Governo diz que para já "ainda não estão definidos prazos para que isso venha a acontecer". 

Tony Blair: «Problemas globais, soluções globais»

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«Problemas globais exigem soluções globais». Poderá parecer um cliché para um estudante de Relações Internacionais, mas foi esta a mensagem que o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair sublinhou de forma mais vincada esta tarde, em Lisboa. Na conferência que proferiu esta segunda-feira, a convite do Diário Digital e sem direito a perguntas por parte dos jornalistas («a pedido do orador»), elogiou a aposta portuguesa nas energias renováveis, mas alertou que a competição é apertada num mundo construído cada vez mais sobre uma teia de «imprevisibilidade».
As palavras de Blair foram servidas à sobremesa de um almoço com dezenas de individualidades de diversos quadrantes, desde a política ao mundo empresarial, entre eles o ministro da Economia, Manuel Pinho, que saudou a vinda do britânico, actual representante do Quarteto para o Médio Oriente, como «um dos políticos mais influentes do nosso tempo» e lhe deixou um convite para regressar e «visitar o maior parque solar do mundo e o maior parque eólico da Europa». Ver notícia completa-->

Fonte:IOL