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Governo promete 121 mil empregos

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Nova Estratégia Nacional é hoje aprovada e visa reduzir a dependência externa, promover as renováveis e criar emprego.

O Governo aprova amanhã, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional para a Energia, programa que tem por horizonte o ano de 2020, período no qual permitirá a criação de 121 mil novos postos de trabalho "verdes". Um número "perfeitamente fazível", assegurou ontem o ministro da Economia, Vieira da Silva, na apresentação do Plano Novas Energias.

A Estratégia Nacional para a Energia tem como metas a redução da dependência energética do País face ao exterior para 74% (o equivalente a 31% da energia final) e o cumprimento dos acordos de Portugal no contexto das políticas europeias de combate às alterações climáticas, de modo a que 60% da electricidade produzida tenha origem em fontes renováveis.

Para tal, o primeiro-ministro anunciou que será aprovada também uma proposta para aumentar a potência da energia eólica em 400 megawatts, o que representa um investimento de 400 milhões de euros.

O plano ontem apresentado visa, ainda, reduzir em 25% o saldo importador energético com a energia produzida a partir de fontes endógenas, o que permitirá poupanças de dois mil milhões.

Sobre os 121 mil postos de trabalho, Vieira da Silva salientou a "matriz de investimento privado" em que assenta o plano. Já Carlos Zorrinho, secretário de Estado da Energia, garantiu que a aposta nas renováveis "é equivalente à aposta numa central nuclear".

Fonte: Diário de Notícias 

Energias renováveis podem gerar oito milhões de empregos

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O sector das energias renováveis poderá empregar 6,9 milhões de pessoas em 2030 se os líderes mundiais aproveitarem a oportunidade para investir num futuro mais verde, assegurando um tratado sólido na Cimeira de Copenhaga, segundo um relatório da Greenpeace International e do Conselho Europeu para as Energias Renováveis (EREC).

Além disso, poderão ser criados mais 1,1 milhões de empregos devido a uma maior eficiência dos aparelhos eléctricos, refere o estudo intitulado "Working for the Climate: Renewable Energy & The Green Job [R]evolution".

A transição do carvão para as renováveis na geração de electricidade não só evitará 10 mil milhões de toneladas de emissões de CO2, como também criará mais 2,7 milhões de empregos até 2030 do que se continuar tudo na mesma, salienta o relatório.

Por outro lado, a indústria mundial do carvão – que emprega actualmente cerca de 4,7 milhões de pessoas em todo o mundo – deverá registar uma perda de mais de 1,4 milhões de postos de trabalho devido às medidas de racionalização nas minas de carvão existentes.

"Já há 450.000 pessoas a trabalhar no sector das energias renováveis na Europa, o que representa um volume de negócios superior a 45 mil milhões de euros. Este estudo demonstra que as energias renováveis são a chave para lidar com as crise do clima e da economia", referiu Christine Lins, secretária-geral do EREC, citada no comunicado da Greenpeace.

No relatório do EREC e da organização ecologista, é assim referido que, num cenário de revolução com vista a uma aposta nas renováveis, o número de empregos gerado até 2010 será de 2,38 milhões e em 2020 estará já nos 5,03 milhões, ascendendo aos 6,9 milhões em 2030.