Mostrar mensagens com a etiqueta Energia Nuclear. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Energia Nuclear. Mostrar todas as mensagens

CIP está preocupada com a competitividade das tarifas de electricidade e fala no nuclear

0 comentários

A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) considera que as fontes de energia renováveis em Portugal devem ser exploradas, mas alerta para a competitividade das tarifas de electricidade pagas pelos consumidores e volta a falar na energia nuclear, segundo noticia a Lusa.

Tiago Figueiredo Silva

Num documento enviado à Confederação Europeia de Empresas (BusinessEurope), citada pela agência, sobre o papel das energias renováveis em Portugal, a CIP mostra-se preocupada com as consequências do crescimento das renováveis no aumento das tarifas e voltou a afirmar que o carvão e o nuclear "são essenciais", numa perspectiva ibérica, na satisfação do crescente consumo e a "chave para a competitividade das tarifas".

A CIP diz ainda que os objectivos nacionais relativamente à biomassa são excessivos e que se deve explorar o potencial hidroeléctrico das bacias hidrográficas do Douro e Mondego.

A confederação considera que o objectivo de 250 megawatts (MW)de capacidade instalada em biomassa para a produção de electricidade é excessivo, devendo ser privilegiada a utilização das matérias lenhosas e da restante biomassa florestal como matéria-prima, ou, de preferência utilizada como combustível na cogeração.

A CIP aconselha igualmente prudência no que diz respeito aos objectivos nacionais de biocombustíveis, de modo a evitar a "subida descontrolada dos preços dos bens alimentares" e acrescenta que o objectivo de redução do consumo a nível nacional deve ser conseguido através da promoção da eficiência energética.

Fonte:http://diarioeconomico.sapo.pt

Central nuclear flutuante em 2010

0 comentários

A Rússia começou a construir a primeira central nuclear flutuante do Mundo, que produzirá energia em 2010, anunciou ontem o vice primeiro-ministro russo, Serguei Ivanov, indicando que o país poderá vir a exportar este tipo de centrais.
"Começámos a construir centrais nucleares flutuantes. A primeira plataforma atómica começará a produzir energia em 2010", garantiu Ivanov, numa reunião com o presidente russo, Vladimir Putin.

A primeira central fornecerá electricidade aos estaleiros navais de Severodvinski, porto do Norte da Rússia, mas, segundo Ivanov, "existem planos para construir sete centrais dessa classe, que poderão ser utilizadas no Norte da Rússia e no Extremo Oriente".

Entretanto, já há vários países interessados em adquirir centrais nucleares flutuantes russas, disse o vice-chefe do Governo. Segundo a Imprensa russa, a China é um dos compradores mais interessados, tendo por isso investido no projecto. "É importante que a tecnologia utilizada nestas centrais seja a mais moderna", afirmou Vladimir Putin.
A central flutuante, que utilizará urânio pouco enriquecido (5%), contará com dois reactores, com uma potência de 70 megawatts e gerará o mesmo volume de energia que uma central atómica terrestre.

Além de poder fornecer electricidade a uma cidade com 250 mil habitantes, a central poderá ser utilizada para a dessalinização de água do mar e aquecimento, permitindo economizar, anualmente, 200 mil toneladas de carvão e 100 mil de petróleo.
A central enriquecerá o urânio a menos de 20%, o que faz com que não viole os acordos com a Agência Internacional de Energia Atómica.

Em 1968, os Estados Unidos da América puseram em funcionamento uma central flutuante no Canal do Panamá, mas foi desactivada em 1976 devido aos altos custos de manutenção.

Fonte: JN de 10/04/2007

0 comentários


A construção de uma central nuclear em Portugal poderá render cerca de 100 milhões de euros por ano, por via de impostos, ao município que vier a acolher o projecto. Pedro Sampaio Nunes, sócio de Patrick Monteiro de Barros na empresa que quer fazer a central (Enupor), garante haver "receptividade" da maioria dos autarcas sondados, mas explica ser preciso "aceitação pública" e política da tecnologia antes de serem divulgadas as localizações possíveis, já estudadas de forma aprofundada. E alerta quando os espanhóis decidirem construir mais centrais, o projecto para Portugal deixa de existir, estando a Enupor em contacto com outros países com vista à construção de centrais nucleares. A confirmação de que o projecto é viável técnica, financeira e economicamente em "pelo menos três localizações", depois de afastada a hipótese de Mogadouro pelo próprio autarca da região, é atestada por um estudo encomendado pela Enupor. Sampaio Nunes admite que o projecto não pode avançar nesta legislatura por imposição do Governo, mas, logo que surja uma oportunidade, este estudo - que "oportunamente" será entregue ao Executivo - mostra haver todas as condições. Segundo o responsável, o estudo (desenvolvido desde Setembro por três dezenas de académicos, engenheiros e técnicos ligados à indústria) indica que nas minas de Nisa há urânio para abastecer os reactores ao longo dos 60 anos de vida do projecto. O reactor da central, com 1600 megawatts (MW) de potência, poderá ser arrefecido por duas torres húmidas (ou seja, recorrendo a água de rios ou do mar) ou uma seca e a produção de energia terá um custo de 30 a 35 euros MW/hora - entre metade a um terço do custo do programa de renováveis em curso. De acordo com Sampaio Nunes, ficou demonstrado que o investimento necessário no reforço da rede eléctrica não é de 500 milhões, mas de 80 milhões a 100 milhões, que o promotor "está disposto" a suportar. Também os custos do desmantelamento da central, afirma, serão suportados por um fundo alimentado pela energia vendida ao longo da vida da central que poderá evitar a emissão de 6 milhões a 11 milhões de toneladas/ano de CO2, consoante substitua produção a gás ou carvão...

Fonte: Jornal de Noticias 7/2/2007