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Governo cria nova tarifa social para electricidade

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Clientes que usufruam da nova tarifa não verão a sua factura aumentada além de 1% em 2011.

Mais de 670 mil famílias deverão passar a usufruir de uma tarifa social de electricidade, cujo aumento em 2011 não poderá passar de 1%, segundo aprovou hoje o Conselho de Ministros.

De acordo com o comunicado divulgado no final da reunião, a tarifa social de fornecimento de energia eléctrica destina-se "a clientes finais que se encontrem numa situação de carência sócio-económica", entre os quais: os beneficiários do complemento solidário para idosos, do rendimento social de inserção, do subsídio social de desemprego, do primeiro escalão do abono de família e da pensão social de invalidez.

Com a tarifa social, o Governo diz que "passa a ter um instrumento que permite limitar a variação da tarifa para os clientes finais que se encontrem numa situação de carência sócio-económica, independentemente do seu comercializador, através de um desconto nas tarifas de acesso às redes", que resulta num desconto na factura final destes consumidores. 

Fonte: RR

Mais 16 centrais a fazer energia eléctrica do lixo

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Plano do Governo é reforçar em 40% a produção de energia por esta via até 2012.
Portugal vai ter mais 16 centrais de produção de electricidade a partir dos lixos. As novas centrais entrarão gradualmente em funcionamento nos próximos dois anos e juntam-se às nove já existentes, prevendo-se que venham assegurar uma produção energética superior a 140 mil megawtts (Mw) por ano.
Trata-se de aumentar em 40% a produção concentrada no universo empresarial do Estado (350 mil Mw), que em 2009 evitou a importação de 207 mil barris de petróleo e poupou a emissão de 268 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2).
Das 16 novas centrais, nove irão produzir electricidade através de biogás de aterro e as restantes sete da valorização orgânica dos resíduos. Entre estas inclui-se a da Valnor, em Avis, cujo investimento de 7,5 milhões de euros agora iniciado deverá estar concluído em 2012, permitindo produzir 2750 Mw por ano através de digestão anaeróbia, processo biológico no qual a matéria orgânica é transformada em biogás que pode ser usado na produção de energia eléctrica e térmica.

A valorização energética dos resíduos começou em 2001 na Valorsul, em Loures, cuja central produziu, em 2009, 293 837 Mw (cerca de 80% do total nacional). Se a estes se somarem as unidades que estão fora da alçada do Ministério do Ambiente, a produção de energia a partir dos lixos garantirá as necessidades de 3% do sector doméstico, ou seja, 168 mil famílias, evitando a importação anual de 311 mil barris de petróleo.
A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, diz que o Governo está "muito virado" para estes projectos, que têm a dupla vertente de conciliar a gestão ambiental e a criação de mais-valias energéticas. "Se tratássemos os resíduos da forma tradicional, só em aterro, estávamos a resolver uma parte do problema. Assim, o biogás que resulta da degradação dos resíduos é aproveitado e esta é a aposta certa, seguida nos países com políticas consistentes em matéria de ambiente".
Uma vez concluídos os projectos, Portugal será dos países europeus "com maior adesão a este tipo de solução", diz Rui Berkemeier, da Quercus, acrescentando que ficará instalada uma capacidade de tratamento mecânico e biológico para cerca de 1,5 milhões de toneladas de lixo. "Como o País produz à volta de cinco milhões de toneladas, ainda há uma margem bastante grande para se instalarem mais unidades".

Rui Berkemeier acrescenta que em regiões como o Oeste, Gaia ou Santa Maria da Feira, as unidades projectadas são "muito pequenas", sendo necessários novos investimentos em Lisboa e Porto, para "compensar" o período de paragem dos respectivos incineradores. "A produção de biogás é só uma das vantagens deste sistema, que permite ainda recuperar grandes quantidades de materiais recicláveis, sobretudo plástico, e produzir um composto de qualidade média para a agricultura".
Fonte: DN

Alta/Tensão: REN vai desligar a linha Fanhões-Trajouce

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«Tendo tido, hoje, conhecimento da decisão do Tribunal Constitucional que nega provimento ao recurso (...) a REN procederá ao desligamento imediato da Linha decorrente de acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul», justifica a empresa em comunicado.

A REN alerta, no entanto, que esta linha «é fundamental para o abastecimento de energia a várias centenas de milhar de pessoas na região ocidental da Grande Lisboa», incluindo os concelhos de Oeiras, Cascais e Sintra, e que o seu desligamento afectará populações e actividades económicas, «dada a evidente perda de qualidade técnica».

Em Outubro, o Supremo Tribunal Administrativo negou à REN um pedido de reavaliação do processo cautelar movido pela Junta de Freguesia de Monte Abraão, no qual o Tribunal Central Administrativo do Sul ordenou a suspensão do transporte de energia nesta linha.

A REN recorreu da decisão do STA para o Tribunal Constitucional, alegando inconstitucionalidades, e viu esta instância considerar o «recurso improcedente». Ver notícia completa-->

Fonte: diariodigital

EDP aposta em redes inteligentes

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A EDP Distribuição lançou, ontem, o projecto InovGrid, que vai permitir, numa primeira fase, com um investimento de 70 milhões de euros, investir em redes de distribuição inteligentes e instalar 200 mil Energy Box com funcionalidades de telecontagem, até 2009. A EDP é, assim, a primeira empresa em Portugal a apresentar um projecto de investimento nas redes de distribuição de electricidade inteligentes ("smarts grids"), associada à instalação de Energy Box na casa dos clientes.
Com este projecto, a eléctrica nacional procura responder a um novo paradigma energético que passa pela aposta nas renováveis, pela microgeração e pela procura de um uso mais eficiente da energia. O projecto InovGrid, cujo de-senvolvimento vai ser feito em parceria com o INESC Porto, a Efacec, a Janz e a Edinfor, vai obrigar a uma forte intervenção na rede de distribuição de electricidade, introduzindo-lhe funcionalidades avançadas de telegestão de energia, capacidade de integração da microgeração e mecanismos inteligentes que vão permitir uma nova forma de gerir e controlar a rede. Ver notícia completa-->

Nanofio gera eletricidade explorando energia mecânica do ambiente

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Pesquisadores descobriram que um nanofio - um fio com poucos átomos de diâmetro - consegue gerar electricidade a partir de energia mecânica. Esse nanogerador poderá viabilizar os NEMS, MEMS, as redes de sensores e todos os inúmeros dispositivos electrónicos em nanoescala e microescala, para os quais mesmo as menores baterias disponíveis são grandes demais.

Nanofio piezoelétrico

O nanofio foi fabricado de um material piezoeléctrico - o titanato de bário - o que o faz gerar energia sempre que ele sofre uma deformação mecânica. Um efeito largamente conhecido, mas que encerra dois avanços tecnológicos importantes. O primeiro é a técnica de microfabricação, que permitiu a sintetização de um nanofio na forma de um cristal individual de titanato de bário, medindo 280 manómetros de diâmetro e 15 micrómetros de comprimento.

Mais importante, porém, foi a montagem e o controle preciso do nanofio, o que exigiu a construção de um aparato de accionamento mecânico e medição da tensão eléctrica gerada sem precedentes.

Attojoules

O nanofio foi montado sobre duas plataformas, uma das quais é móvel, separadas entre si por uma distância de 3 micrómetros. O movimento da plataforma móvel é responsável por induzir as vibrações mecânicas no nanofio, o que pode ser feito com passos individuais de apenas 1 nanômetro.

"A energia eléctrica produzida pelo nanofio para cada ciclo vibracional foi de 0,3 attojoules (10-18 Joules)," conta Min-Feng Yu, coordenador da pesquisa. Ver notícia completa-->

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br

Reator de plasma transforma lixo em energia

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No futuro, o lixo urbano poderá iluminar residências. Para que esta previsão se concretize, pesquisadores do IPT e do ITA, com apoio da Fapesp, uniram esforços num projecto que estuda o tratamento do lixo municipal, hospitalar e industrial para produção de energia.

Reactor de plasma

O processo formulado utiliza plasma gasoso (gás aquecido por descarga eléctrica, com temperaturas muito elevadas, acima das obtidas na combustão) como fonte de calor para converter energia eléctrica em energia térmica para gaseificar o lixo.

Introduzido no reactor a plasma, o lixo se degrada e gaseifica gerando gases menos poluentes do que os obtidos em processos usuais de tratamento de resíduos, como em aterros sanitários ou incineração.

Reciclagem ou queima

António Carlos da Cruz, pesquisador envolvido no projecto, destaca que a maior vantagem do processo está na eficiência para resolver o problema do lixo. "Primeiramente, ainda consideramos a reciclagem como método mais eficaz para a economia de energia; mas para os materiais que não podem mais ser reciclados esta é, na nossa visão, a melhor maneira de lidar com o problema."

O pesquisador explica que os aterros sanitários geram gás carbónico (CO2) e metano e que este segundo gás é ainda pior que o primeiro como causador do efeito estufa. "O efeito de um litro de metano equivale ao prejuízo de 21 litros de CO2. Este processo que estudamos ainda produz CO2, mas já está livre dos malefícios do metano", exemplifica. Ver notícia completa-->

Fonte:www.inovacaotecnologica.com.br


Galp vai concorrer com a EDP

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A Galp Energia vai entrar na comercialização de electricidade no início de 2008, anunciou ontem o presidente executivo da empresa. O objectivo, disse Ferreira de Oliveira na apresentação dos resultados semestrais da petrolífera, é ser "uma alternativa real" à EDP.Este passo tornou-se possível porque, terça-feira, a Galp Power - "braço armado" da empresa para a electricidade, obteve "luz verde" do Estado para comercializar energia. Segundo Ferreira de Oliveira, a Galp vai começar a vender electricidade a partir de Janeiro ou Fevereiro, com a "obrigação" de desafiar a EDP.

O responsável revelou ainda que Galp vai concorrer a "todos os concursos" para a construção e exploração de novas barragens, para ter "o máximo de produção" possível.

Entretanto, até explorar uma central a gás natural em Sines e construir o parque eólico de 480 megawatts (MW) - a que ganhou direito no âmbito do concurso lançado há dois anos pelo Governo -, terá de comprar energia por grosso para vender no retalho.Esta foi, aliás uma das soluções indicadas por Ferreira de Oliveira comprar electricidade nas bolsas portuguesa e espanhola e, depois, revendê-la.


A outra, que não quis detalhar, poderá passar por "alugar centrais", mecanismo que seria inédito em Portugal. Outra solução, ainda, que o responsável não quis confirmar, é chegar a acordo com a empresa que gere o Alqueva (EDIA) e a EDP para ganhar alguma produção dessa barragem. Ver resto da notícia-->

Clos em Lisboa para assinar acordos sobre Mibel e reservas

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O ministro da Indústria espanhol, Joan Clos, desloca-se quinta-feira a Lisboa para assinar dois acordos para «avançar na harmonização dos sectores energéticos» de Portugal e Espanha, anunciou hoje o seu gabinete. Em comunicado, o ministério espanhol explica que Clos assinará com o ministro da Economia, Manuel Pinho, um acordo relativo ao «Plano de Compatibilização regulatória no sector energético» que dará «um impulso definitivo ao Mercado Ibérico de Electricidade (MIBEL)».
O segundo acordo «faz referência à manutenção recíproca das reservas de crude e de produtos de petróleo», refere a nota de imprensa.
Contactado pela agência Lusa, o porta-voz do ministério português da Economia escusou-se a confirmar a assinatura dos acordos.
Joan Clos deverá ainda intervir na conferência «A política de energia europeia e a sua expressão em Portugal e Espanha».
Fonte do Ministério da Indústria espanhol disse à Lusa que mais pormenores sobre os acordos serão divulgados numa conferência de imprensa conjunta dos dois governantes, após a assinatura do documento.

EDP vende a Espanha 5% da Rede Nacional

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A EDP vendeu 5% do capital da Rede Energética Nacional (REN) à Red Eléctrica de Espana, operadora da rede de transporte de electricidade em Espanha, anunciou a eléctrica nacional em comunicado divulgado pela CMVM. A EDP diz que a venda foi feita na sequência do anúncio de 13 de Novembro último. Nessa altura, a empresa portuguesa anunciou que iria iniciar, "junto de um número limitado de investidores privados", um processo para a eventual alienação de 15% na REN. O preço de venda desta participação será determinado "com base no preço das acções da REN que seja fixado na Oferta Pública Inicial prevista no âmbito do processo de reprivatização da REN anunciado para este ano, e na evolução do preço destas acções em mercado durante os primeiros meses de negociação em bolsa", esclarece a EDP.