Rumo aos ciborgues: componente eletrônico é feito com sangue humano
Assunto: Ciborgues, Electrónica, Inovação tecnológica 0 comentáriosPublicada por Florindo Sousa a domingo, abril 03, 2011
Transístor de grafeno bate recorde mundial de velocidade
Assunto: Electrónica, Inovação tecnológica 0 comentáriosPublicada por Florindo Sousa a quinta-feira, setembro 09, 2010
Nasce o primeiro transístor molecular
Assunto: Electrónica, Inovação tecnológica 0 comentáriosCientistas conseguiram fabricar experimentalmente o primeiro transístor feito com uma única molécula, levando a miniaturização da eletrônica ao seu limite e começando a tornar realidade as promessas de uma eletrônica molecular.
Exatamente ontem, dia 23 de Dezembro, o transístor original completou
Outros cientistas já haviam feito propostas teóricas para a criação de um transístor de benzeno e, há cerca de dois meses, uma equipe demonstrou o funcionamento do primeiro diodo molecular, uma junção semicondutora essencial para a construção dos transistores.
Transístor molecular
Agora, os pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, apresentaram o primeiro transistor molecular que funciona na prática, ainda que em escala de laboratório.
Eles demonstraram que, conforme haviam sugerido cientistas da Universidade do Arizona, uma molécula de benzeno ligada a contatos de ouro comporta-se como um transistor de silício.
Os pesquisadores conseguiram manipular os diferentes estados de energia da molécula variando a tensão aplicada através dos eletrodos de ouro. Ao manipular os estados de energia, eles foram capazes de controlar a intensidade da corrente elétrica que passa através da molécula. Exatamente o mesmo comportamento de um transístor eletrônico de silício.
"É mais ou menos como rolar uma bola colina acima, onde a bola representa a corrente elétrica e a altura da colina representa os diferentes estados de energia da molécula," tenta explicar o Dr. Mark Reed. "Fomos capazes de ajustar a altura da colina, permitindo que a corrente passasse por ela quando ela era mais baixa, e interrompendo a corrente quando ela se elevava."
Ferramentas moleculares
A parte mais desafiadora da construção do transístor molecular foi justamente conectar os eletrodos metálicos à molécula, uma técnica que o Dr. Reed e sua equipe vêm aprimorando há quase 20 anos.
O feito somente foi alcançado graças ao desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos que permitem a medição das correntes super tênues e a "visualização" do que está ocorrendo em nível molecular.
O desafio pode ser visualizado na imagem, que contrasta as dimensões dos contatos elétricos, construídos com a tecnologia atual de litografia, e a molécula individual que funciona como transístor.
Uma década de trabalho
Há um grande interesse em utilizar moléculas em circuitos de computador porque os transistores tradicionais, feitos de silício, não são viáveis em escalas tão pequenas.
Contudo, embora represente um marco importante para a criação da eletrônica molecular, este transístor é ainda um dispositivo em escala de laboratório. Mesmo sua reprodução por outros grupos de pesquisadores será difícil. A fabricação em escala industrial terá que esperar ainda muitos anos de novos aprimoramentos e de novos equipamentos.
"Ainda não estamos prestes a criar a próxima geração de circuitos integrados," afirma Reed. "Mas, depois de muitos anos de trabalho nos preparando para isto, terminamos um trabalho de uma década de duração, conseguindo demonstrar que as moléculas de fato podem funcionar como transistores."
Publicada por Florindo Sousa a segunda-feira, dezembro 28, 2009
Dívida das eléctricas europeias ascende a 213 mil milhões
Assunto: Bolsa, Consumo Energético, Electrónica 0 comentáriosNo caso português, a EDP, a dívida aumentou 50% no período analisado, atingindo no final de 2008 os 13,9 mil milhões. No entanto, a eléctrica nacional está já a abater a sua dívida (ver caixa), que no final do terceiro trimestre deste ano chegou aos 14,4 mil milhões de euros, segundo dados da empresa liderada por António Mexia.
Mesmo assim, a EDP não é a eléctrica com a maior dívida, já que a alemã E.on finalizou o ano passado com 45 mil milhões e a Iberdrola com 29 mil milhões. O estudo da consultora conclui que a crise económica internacional está a colocar o sector da energia "sob pressão" e obrigou as empresas tomar medidas extraordinárias, perante quebras no consumo global de electricidade e de gás, de 3,5% e 3%, respectivamente.
A Capgemini acredita que a actual queda nos preços e o cenário resultante dos grandes investimentos em aquisições no sector criaram "uma percepção de risco financeiro e uma descida nos ratings", diz a consultora.
As soluções para que estas empresas diminuam a sua dívida passam por, a curto prazo, melhorar a eficiência operacional. Já a médio e longo prazo, a Capgemini recorda a necessidade de as eléctricas adaptarem a regulamentação europeia, os planos para reduzir emissões de CO2 e operacionalizarem as redes inteligentes.
Com a queda nos preços e no consumo devido à crise económica, muitas empresas do sector da energia atrasaram e até cancelaram investimentos, que tiveram impacto no crescimento das energias renováveis nos últimos anos.
Segundo o estudo, os investimentos das eléctricas europeias nesta matéria subiram 2% em 2008, uma diminuição significativa, considerando que a taxa anual de crescimento nos últimos cinco anos foi de 56%.
Só no segundo semestre de 2008, o investimento em renováveis decresceu 14%, para 21 mil milhões de euros. No documento, a Capgemini recorda que o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu aprovaram em Maio um plano de quatro mil milhões de euros para o desenvolvimento das infra-estruturas energéticas. No entanto, os efeitos destes investimentos não se- rão significativos antes do próximo ano.
Publicada por Florindo Sousa a segunda-feira, dezembro 21, 2009
Circuito híbrido marca chegada da eletrônica orgânica aos processadores
Assunto: Electrónica, Inovação tecnológica 0 comentáriosAlternativa aos computadores de silício
"Nós conseguimos colocar vários transístores feitos de nanofios orgânicos juntos para formar um nanocircuito electrónico. Este é o primeiro passo rumo à viabilização futura dos circuitos electrónicos feitos de materiais orgânicos - um possível substituto para as actuais tecnologias baseadas em silício," resume o Dr. Thomas Bjornholm, da Universidade de Copenhague.
Os transístores funcionam basicamente como chaves liga-desliga - a conexão de várias dessas chaves permite a construção de todos os blocos lógicos com que são construídos os processadores de computador e todos os demais circuitos electrónicos - veja mais detalhes na reportagem Criado microprocessador que funciona com ar.
Já existem dispositivos electrónicos orgânicos no mercado, principalmente as telas feitas com LEDs orgânicos (OLEDs). Embora promissor, permitindo a construção de transístores do tamanho de moléculas, o enfoque da electrónica orgânica ainda não chegou integralmente aos processadores.
A viabilização dos blocos lógicos em materiais à base de carbono, agora demonstrada, dá mais uma prova do potencial da electrónica orgânica e do novo patamar de dimensões que ela permitirá alcançar. Enquanto isso, os transístores de silício estão cada vez mais próximos dos limites físicos de sua miniaturização. Ver notícia completa-->
Fonte: Inovação Tecnológica
Publicada por Florindo Sousa a domingo, novembro 15, 2009
Chips que não geram calor
Pesquisadores suíços criaram um transístor óptico que consegue fazer com luz o que os transístores da electrónica actual fazem utilizando a electricidade.
O transístor é o bloco básico de toda a electrónica e de todos os processadores. No interior de um processador ele normalmente funciona como uma chave - a tensão aplicada a um dos seus três eléctrodos controla a quantidade de corrente que flui pelos outros dois, podendo variar entre passagem total de corrente (estado ligado) até a interrupção total da corrente (estado desligado).
Um dos grandes inconvenientes é que essa passagem contínua de electricidade gera um calor descomunal - um chip estado da arte pode dissipar até 125 watts por centímetro quadrado, mais de 10 vezes o calor gerado pela chapa de um fogão eléctrico.
Se a luz puder ser usada, o chips não apenas ficarão muito mais rápidos, porque a luz viaja mais rapidamente do que os electrões, como também estará resolvido o problema da dissipação de calor.
Transístor óptico
Um passo importante nessa direcção foi dado agora pela equipe do Dr. Vahid Sandoghdar, do Instituto ETH de Zurique. Utilizando uma única molécula, os pesquisadores conseguiram fabricar um transístor óptico, que funciona usando fotões, e não electrões.
Os cientistas tiraram proveito do fato de que a energia de uma molécula é quantificada, ou seja, apresenta valores discretos. Quando a luz de um laser atinge a molécula em seu estado natural, ela absorve a luz. Como resultado, a luz do laser é consumida.
O sentido inverso da operação também é possível - um segundo raio laser atinge a molécula de forma a fazê-la liberar a energia absorvida anteriormente e retornar ao seu estado "neutro". Isso ocorre porque o feixe de laser altera o estado quântico da molécula, amplificando o feixe de luz. Esta chamada emissão estimulada, que Albert Einstein descreveu há mais de 90 anos, também é a base para o funcionamento do próprio raio laser. Ver notícia completa-->
Fonte: Inovação tecnológica
Publicada por Florindo Sousa a terça-feira, julho 07, 2009
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