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A Martifer Solar, detida pela Martifer SGPS, assinou um acordo com uma empresa gerida pela BNP Paribas Clean Energy Partners para a construção de uma instalação solar fotovoltaica de 22 MWp em Portugal.

Além da implementação técnica do projecto, a Martifer Solar será também responsável pelo fornecimento e instalação chave-na-mão de todo o equipamento necessário. O parque fotovoltaico deverá estar concluído no primeiro semestre de 2012.

O parque deverá produzir 37,4 GWh/ano, o equivalente ao consumo médio de mais de 10 000 famílias portuguesas, o que evitará a emissão de cerca de 15 200 toneladas de CO2 por ano para a atmosfera.

Em comunicado, Henrique Rodrigues, CEO da Martifer Solar, diz este projecto mostra a capacidade da Martifer Solar «para atrair investimento estrangeiro para o sector das energias renováveis em Portugal, apesar da actual conjuntura económica difícil».

Fonte: ambienteonline

Concha de 19 milhões

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A EDP vai construir um novo edifício em forma de "concha" na frente ribeirinha, no prolongamento das instalações do Museu da Electricidade. 
O imóvel, um investimento de 19 milhões de euros, que será financiado através da alienação de vários prédios que a EDP tem espalhados por Lisboa, já tem todas as autorizações (da Câmara de Lisboa e do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico) e o concurso público para a sua construção deverá ser lançado ainda este ano. A arquitecta responsável pelo projecto é a inglesa Amanda Levete e, de acordo com os responsáveis da EDP, "terá um espaço livre para exposições de 1600 m2".
A Fundação EDP vai ainda remodelar o pequeno cais de embarque de Belém, de modo a criar uma ligação turística entre o Museu da Electricidade e o Terreiro do Paço.
A eléctrica espera também lançar, ainda este ano, o concurso para a sua nova sede na avenida 24 de Julho, em Lisboa. Um projecto da autoria de Manuel e Francisco Aires Mateus.
Na apresentação das contas da Fundação EDP, o presidente da eléctrica, António Mexia, anunciou que a EDP espera uma autorização do regulador para colocar na factura de electricidade um pedido de doação voluntário aos clientes de 30 a 50 cêntimos por mês para projectos de mecenato social.

Fonte:Correio da Manhã

REN investe 1 600 milhões de euros no sector da electricidade

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O presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN) Rui Cartaxo revelou esta segunda-feira que a empresa vai investir 1 600 milhões de euros no sector da electricidade em Portugal até 2016.


Rui Cartaxo disse que "há condições" para que a REN possa "financiar" o plano de investimento de 1 600 milhões de euros no sector da electricidade em Portugal até 2016.
"A REN é uma empresa muito sólida do ponto de vista financeiro" e consegue financiar-se "independentemente da situação que o país atravessa", garantiu ainda Cartaxo. 

Fonte:Portugalmail

Trabalho em conjunto nas renováveis pode poupar 10 mil milhões por ano

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O apelo aos Estados-membros consta de uma comunicação apresentada hoje em Bruxelas relativa aos progressos realizados pela União Europeia para promover as energias renováveis, e que aponta para que os objetivos fixados para 2020 (de 20 por cento de energias renováveis) sejam provavelmente alcançados, ou mesmo ultrapassados, o que não impede a Comissão de pedir uma intensificação dos esforços.

Reforçando que a probabilidade de os objetivos serem alcançados aumenta “se os Estados-Membros puserem totalmente em prática os respetivos planos de ação nacionais e se os instrumentos de financiamento forem melhorados”, a Comissão sublinha igualmente “a necessidade de reforçar a cooperação entre os Estados-Membros e de integrar melhor a energia produzida a partir de fontes renováveis no mercado único europeu”.
“Segundo as estimativas, estas medidas poderão permitir realizar 10 mil milhões de euros de economias por ano”, enfatiza o executivo comunitário, tendo o comissário europeu responsável pela Energia, Günther Oettinger, comentado que “se os Estados-membros trabalharem em conjunto e produzirem energia renovável onde ela custa menos, as empresas, os consumidores e os contribuintes irão beneficiar”.

A nível da cooperação entre os Estados-membros, a Comissão aponta três mecanismos que a podem favorecer, designadamente as “transferências estatísticas” (através das quais um Estado-membro com um excesso de energia renovável a pode “vender” estatisticamente a outro Estado-membro cujas fontes de energia renováveis sejam mais caras), projetos conjuntos de cofinanciamento (e consequente partilha estatística), e ainda planos de apoio conjuntos (de harmonização integral ou parcial dos mesmos).
Destak/Lusa 

ITER vai realizar primeiro teste com hidrogénio em 2019

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Primeiros testes do Reactor Experimental de Fusão Nuclear (ITER) vão utilizar hidrogénio, porque é limpo, permite flexibilidade no trabalho de investigação e não é radioactivo. Entre 2024 e 2026 começam as experiências com combustível real. (Veja o vídeo no final do artigo)

Faltam nove anos para a realização dos primeiros testes do ITER, o Reactor Experimental de Fusão Nuclear , actualmente em construção em França. O hidrogénio - não radioactivo, limpo e flexível no trabalho de investigação - vai ser a fonte utilizada em 2019, estando previstas as provas com combustível real e radioactivo, que determinará a viabilidade efectiva do ITER, entre 2024 e 2026.

O projecto pretende "reproduzir o Sol na Terra, com o objectivo de ter uma energia limpa, inesgotável, segura, amiga do ambiente e economicamente atractiva", resumiu Carlos Varandas, presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), associado do projecto ITER. Se nove anos é muito tempo? "É muito pouco tempo, para nós é a mesma coisa que amanhã", disse o director geral do ITER, Osuma Motojima , à margem do 26º Simpósio em Tecnologias de Fusão, SOFT 2010 , que decorre até ao dia 1 de Outubro na Alfândega do Porto. Pouco tempo porque Motojima acredita estar a construir um "projecto que pode contribuir para a paz no mundo" e que, por agora, conseguiu já a proeza de juntar Europa, EUA, China, Japão, Federação Russa, Coreia e Índia em torno de um mesmo objectivo.

A fusão nuclear obedece a um princípio simples: pega em átomos muito leves - hidrogénio e os seus isótopos, deutério e trítio - e fá-los fundir. Dessa fusão nasce um elemento com uma massa menor; os produtos das reacções perdem massa e libertam energia, que é usada para aquecer água, transformá-la em vapor de água, fazer mover a turbina e produzir electricidade. É uma energia que não produz resíduos radioactivos e que, potencialmente, pode gerar bastante energia a partir de pequenas quantidades de combustível.

Parece a solução ideal para um dos grandes problemas do planeta - o fornecimento de energia. Mas há um desafio enorme pela frente: o de tornar o ITER economicamente atractivo. É que, para já, "as fusões realizadas não conseguiram um ganho de energia", explicou Carlos Varandas, acrescentando que é preciso "conseguir uma amplificação de energia entre 5 e 10 para que o ITER seja comercialmente atractivo".

Europa é o principal investidor

Há esperança de resolver este problema. E o investimento da Europa - 6,6 mil milhões de euros, três vezes mais do que o inicialmente previsto - é uma prova de que está a ser dado crédito ao projecto. Um investimento que, realça Carlos Varandas, não é de "dinheiro vivo" e que se realiza durante os próximos 20 anos, aproximadamente: "Os 6,6 mil milhões de euros correspondem essencialmente a salários de pessoal e componentes, apenas 5 a 8% corresponde a dinheiro vivo".

Se o projecto tiver o sucesso esperado, terá ainda de ser construída uma máquina que transforme em electricidade a energia térmica de fusão. "Não é um processo complicado", garante o especialista, "é um processo semelhante ao das centrais térmicas, por exemplo". E tal investimento não representa um custo adicional para o Governo: "Em teoria, não fazemos investimentos directos no ITER, fazendo parte da Euratom teremos esses privilégios automaticamente".

"O nuclear é como o défice, um tabu que precisa de ser desmistificado". A afirmação é do presidente do IPFN, que acredita que é preciso "reabrir o debate sobre o nuclear" em Portugal. "A prioridade devem ser as renováveis, mas não concebo o futuro sem centrais nucleares", afirmou. É que o aumento do preço do petróleo já tornou necessário o "lançamento de uma nova geração de reactores de fissão nuclear, os da Geração 3, tão seguros como uma central térmica ou hidroeléctrica".





Fonte:Expresso

A tempestade que chegou ao negócio das renováveis

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As dificuldades de acesso ao crédito também assolou o sector, numa fase em que enfrenta novos desafios.

Apesar dos ventos favoráveis que têm impulsionado o forte crescimento da energia eólica em Portugal, o sector não conseguiu escapar à crise financeira e às dificuldades de acesso ao crédito que afectam a economia em geral.

"A banca está a exigir que os projectos tenham mais capitais próprios dos accionistas. Ainda há algum tempo não ia além dos 10%, agora chega a atingir os 30%", revela o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Energia Renovável (APREN), António Sá da Costa.
Um cenário a que se alia outro tipo de exigência, de acordo com o mesmo responsável: os projectos passaram a ser escrutinados com muito maior detalhe.

Acabou assim a época em que as instituições financeiras eram sedutoras incansáveis e os promotores de energias renováveis um alvo preferencial de namoro.
Fonte: Económico

Novo projecto de energia das ondas em Portugal

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Investimento de 8,1 milhões de euros tem que ter localização definida até final de Novembro ou corre o risco de sair do País.
O consórcio europeu Standpoint, liderado pela irlandesa Wavebob e  em que participa também o grupo português Generg, está a finalizar a  escolha do local na costa portuguesa para a instalação de um conversor  da energia das ondas. Segundo avançou ao DN o secretário-geral da Generg, Ricardo Jesus, a decisão terá que ser tomada até ao final de Novembro, de forma a permitir cumprir o calendário do projecto, que envolve um investimento de 8,1 milhões de euros, dos quais 5,1 milhões correspondem a fundos comunitários.
O sistema de aproveitamento energético a partir do movimento das ondas do mar que será utilizado tem por base um conversor WEC (wave energy convertor), que a Wavebob está  a desenvolver há 10 anos na Irlanda  e já conta com testes de mar desde 2006. "Mas a uma escala menor, e o  protótipo que se pretende instalar na costa portuguesa é à escala real", explicou Ricardo Jesus, acrescentando que o objectivo é ter o equipamento na água no final de 2011, para ser testado durante um ano.
A escolha do local é fundamental para o êxito do projecto, sendo a zona piloto criada pelo Governo, perto da Nazaré, a preferida. Mas "uma segunda zona, perto do Porto,  está também a ser estudada, pois é essencial ter o local definido  em Novembro", salientou Ricardo Jesus, que não gostaria de ver o projecto ir para outro país.  Reino Unido, Irlanda e Espanha são potenciais segundas escolhas.
Além da Wavebob e da Generg, participam no consórcio também a sueca Vattenfall e as alemãs Germanischer Lloyd e Hydac System.

Governo promete 121 mil empregos

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Nova Estratégia Nacional é hoje aprovada e visa reduzir a dependência externa, promover as renováveis e criar emprego.

O Governo aprova amanhã, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional para a Energia, programa que tem por horizonte o ano de 2020, período no qual permitirá a criação de 121 mil novos postos de trabalho "verdes". Um número "perfeitamente fazível", assegurou ontem o ministro da Economia, Vieira da Silva, na apresentação do Plano Novas Energias.

A Estratégia Nacional para a Energia tem como metas a redução da dependência energética do País face ao exterior para 74% (o equivalente a 31% da energia final) e o cumprimento dos acordos de Portugal no contexto das políticas europeias de combate às alterações climáticas, de modo a que 60% da electricidade produzida tenha origem em fontes renováveis.

Para tal, o primeiro-ministro anunciou que será aprovada também uma proposta para aumentar a potência da energia eólica em 400 megawatts, o que representa um investimento de 400 milhões de euros.

O plano ontem apresentado visa, ainda, reduzir em 25% o saldo importador energético com a energia produzida a partir de fontes endógenas, o que permitirá poupanças de dois mil milhões.

Sobre os 121 mil postos de trabalho, Vieira da Silva salientou a "matriz de investimento privado" em que assenta o plano. Já Carlos Zorrinho, secretário de Estado da Energia, garantiu que a aposta nas renováveis "é equivalente à aposta numa central nuclear".

Fonte: Diário de Notícias 

País vai poupar 15 mil milhões de euros com renováveis

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A promoção das energias renováveis vai permitir poupanças que podem ultrapassar os 15 mil milhões de euros no espaço de cinco anos, contabilizados até 2015. De acordo com um estudo da Deloitte e da APREN, para este montante vão contribuir sobretudo a redução das importações de energia (13 mil milhões) e a diminuição da emissão de CO2 que também tem custos (2,2 mil milhões). Ainda que não seja dinheiro que fica disponível para outros fins, é um montante que «equivale a duas vezes o novo aeroporto de Lisboa».

Com o programa do Governo e os projectos previstos na área das renováveis, este negócio vai praticamente duplicar de 2008 até 2015. O sector das energias eficientes, sobretudo graças à hídrica e a eólica, vão passar de 1,3% (2 mil milhões) para 2,4% (4 mil milhões) do Produto Interno Bruto (PIB) português. «Estamos a atravessar uma crise, também a sentimos, mas não deixamos de ter uma evolução nesta área», afirmou o presidente da Associação Portuguesa de Energia Renováveis, na apresentação do estudo aos jornalistas, adiantou que o crescimento deste sector tem sido de 10% e assim se deve manter. Para os próximos anos, a taxa de crescimento esperada é de 8%, superior à perspectivada para o mundo e União Europeia (6%).

Podemos reduzir a nosso dependência energética de 85 para 75% daqui a 10 anos

Além do peso na economia nacional, as energias renováveis vão ainda ter efeitos positivos no emprego. «Entre hoje e 2015, vão ser criados 5.800 postos de trabalho directos e 55 mil indirectos, o que no total representa 6% do nível de desemprego actual», comentou António Sá da Costa.

No entanto, o responsável sublinhou que estes números são «conservadores» e ainda não incluem os projectos de grande hídrica que só devem começar a dar frutos a partir de 2016, bem como não foi tido em conta os 1.500 Mega Watts (MW) solares que o Governo recentemente anunciou. Além disso, Sá da Costa aponta que as conclusões foram alcançadas tendo como base o petróleo nos 65 dólares por barril.

O presidente da APREN diz ainda que Portugal pode reduzir a dependência energética de outros países dos actuais 85% para 75% em 2020, se todos os projectos planeados e resultados em curso se cumprirem - nomeadamente as oito barragens, parques eólicos, biomassa e geotermia -, passando de uma produção de renováveis de 40 para 70%.

Outra conclusão do estudo é que a produção esperada corresponderá a 50% do consumo nacional em 2015. Nesse ano, o sector das renováveis em Portugal produzirá mais de 30 TWh (TerraWatts/hora) de electricidade.

Espanha autoriza mais 8 mil MW em renováveis até 2012

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O Conselho de Ministros aprovou esta sexta-feira uma proposta do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio, que vai permitir a construção de 8.440 Mega Watts em energia renovável nos próximos três anos.
Estes MW serão postos em funcionamento de forma gradual. Cerca de 6 mil MW serão gerados a partir de energia eólica e os restantes 2.440 MW solares.
Esta tomada de posição vem reafirmar a aposta do Governo pelas energias renováveis e assegura a liderança de Espanha neste campo, de acordo com o vice-presidente do Governo, María Teresa Fernández de la Vega.

Google está perto de descobrir energia limpa mais barata que carvão

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A fundação da Google gastou 4,5 milhões de dólares, no ano passado, e espera que em cinco anos possa ter concretizado uma missão que, à partida, parece impossível: encontrar uma energia limpa mais barata do que o carvão.


O responsável pelo projecto, Bill Weih, garante que «há uma grande possibilidade de chegar a esse ponto de viragem em cinco anos». «Pode demorar um pouco mais, mas estamos determinados a trabalhar estas ideias inovadoras em toda a gama de energias renováveis», disse, citado pelo i.


O projecto baseia-se na pesquisa em energia solar térmica, eólica e reforço de sistemas geotérmicos. O PowerMetro, apresentado há alguns meses, é um software que permite controlar em tempo real o consumo de energia nas residências a partir de um computador portátil e, no futuro, de um telemóvel.

Fonte: Abola

Renováveis atingem 8878 megawats

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No final de Agosto de 2009, Portugal tinha 8878 MW de capacidade instalada para produção de energia eléctrica a partir de fontes de energia renováveis (FER), revela fonte da Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), acrescentando que este número traduz um crescimento de 11% face a igual período do ano passado.


Portugal continua a ser o terceiro país da União Europeia com maior incorporação de renováveis no consumo bruto de energia eléctrica (43%), com a componente hídrica a representar em finais de 2008 cerca de 59% da potência instalada. O total de potência renovável licenciada está concentrado no Norte do País, essencialmente devido à localização das grandes hídricas e de um número significativo de parques eólicos.
No final de Agosto, a energia produzida a partir do vento tinha uma potência instalada de 3430 MW, distribuída por 191 parques, com um total de 1826 aerogeradores ao longo de todo o território continental.
De acordo com a DGEG, 38% da potência instalada situa-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW, prevendo-se que até ao final de 2009 estejam instalados 3800 MW de potência eólica no sistema eléctrico nacional.


Fonte: DN Economia

Governo aposta na energia, PME e obras públicas

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O Governo elege, no programa que apresentou esta segunda-feira na Assembleia da República, várias prioridades para relançar a economia. Entre elas está o apoio às pequenas e médias empresas (PME), a revolução energética e o investimento em obras públicas.

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Liderar na revolução energética é uma das metas, por exemplo eliminando as importações de electricidade até 2020 ou multiplicando por 10 a actual meta da energia solar.
«O desafio do aquecimento global e das alterações climáticas é uma extraordinária oportunidade para Portugal», designadamente para «adoptar medidas para aumentar a autonomia energética», além de «diminuir fortemente o défice externo e o endividamento do país».

Para isso, é necessário aumentar a produção de energia a partir de fontes renováveis, melhorar a eficiência energética, expandir a fileira industrial ligada à energia e introduzir uma nova mobilidade eléctrica, apostando, por exemplo, em carros eléctricos.
No domínio das obras públicas, o Executivo mantém a abertura da ligação a Espanha em alta velocidade até 2013 e a construção do novo aeroporto em Alcochete.
Nesse investimento inclui-se assim a Rede Ferroviária de Alta Velocidade, com as Linhas Porto-Vigo e Lisboa-Madrid a concluir até 2013 e a linha Lisboa-Porto até 2015, bem como a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, cuja decisão de construção o Governo anunciou em Abril de 2008.

Fonte:IOL diário

Lucros da EDP Renováveis aumentam 19% até Setembro

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A EDP Renováveis anunciou esta manhã que os resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano aumentaram 19% para 70,1 milhões de euros, acima do previsto pelos analistas.

Analistas contactados pela Reuters estimavam que a empresa liderada por Ana Maria Fernandes obtivesse lucros de 67,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

O EBITDA subiu 20% para 368,5 milhões, igualando as expectativas dos analistas, que apontavam para 368,6 milhões de euros. As receitas subiram 18,8% para 440,9 milhões de euros.

A empresa chegou a Setembro com um portfolio de 5,6 GW de capacidade instalada sob gestão, distribuído por 6 países em todo o mundo. O aumento de capacidade justifica o crescimento da produção em 36% e também o aumento dos resultados.

A empresa justifica a subida dos lucros também com os menores custos financeiros. Estes desceram 5,4% para 60,6 milhões de euros e os impostos pagos desceram 41,9% para 21,3 milhões de euros.

Os investimentos até Setembro atingiram 1,5 mil milhões de euros (54% na Europa e 46% nos EUA), o que justifica o crescimento da dívida para 2,1 mil milhões de euros, um valor que representa 21% dos activos da companhia.


Megacentral solar no Saara fornecerá eletricidade para a Europa

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Energia limpa

Um consórcio de 10 empresas multinacionais - que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e Deutsche Bank, entre outros - assinou uma carta de intenções para criar o maior projecto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial Desertec.

O projecto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capazes de fornecer pelo menos 15% da electricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte da África e do Oriente Médio.

Energia termo-solar

O projecto Desertec foi orçado em US$ 555 bilhões e prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, chamada energia termo-solar.

Em vez de produzir electricidade directamente, como as células solares fotovoltaicas, a energia termo-solar utiliza espelhos para concentrar a luz do Sol sobre encanamentos para produzir vapor em seu interior, que por sua vez movimenta turbinas que produzem electricidade.

O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de electricidade, teria viabilizado o investimento.

Aproveitando o Sol e usando a sombra

A água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que dessalinizada - com o sal derretido sendo usado nas baterias para estocar calor -, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas. Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Essa tecnologia, chamada Energia Solar Concentrada(CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha. A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida com vigor pelo próprio governo alemão e pela Comissão Europeia, embora ainda existam dúvidas sobre como seriam equacionados os problemas políticos de um projecto verdadeiramente internacional como este. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação Tecnologica

Lucros da EDP Renováveis disparam para 46 milhões

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Os lucros da EDP Renováveis atingiram os 46 milhoes de euros no quarto trimestre de 2008, o que contrasta com os 4 milhões alcançados um ano antes. Já no conjunto do ano passado, o resultado líquido ficou nos 104 milhões, mas não tem base comparável uma vez que a empresa só foi criado no final de 2007. De acordo com a empresa, os lucros beneficiaram de baixos custos financeiros.
Os resultados foram divulgados esta manhã e superaram as expectativas dos analistas.


As receitas chegaram aos 532,4 milhões de euros em 2008.
O forte crescimento da margem bruta, em conjunto com as economias de escala registadas, levou a um aumento de 91% do EBITDA e a uma melhoria da margem EBITDA para 75,3%.


Empresa diz que cumpriu objectivos propostos


«A EDP Renováveis cumpriu os objectivos anuais a que se tinha proposto no IPO. Durante os últimos 12 meses, a empresa instalou 1.413 MW, o que demonstra a sua capacidade de execução», refere a eléctrica.
Deste modo, a EDPR aumentou a sua capacidade instalada em 40%, ultrapassando em Dezembro de 2008 os 5 Giga Watts (GW) de capacidade instalada bruta. A forte performance operacional de 2008 teve reflexo no aumento de 91% no EBITDA para 438 milhões.


Dívida líquida diminuiu para 1.070 milhões


Dos 1.413 Mega Watts (MW), 744 MW foram instalados na Europa e 669 MW nos EUA. Neste momento, a EDPR tem 769 MW em construção, 569 MW na Europa e 199 MW nos EUA, o que lhe dá uma boa visibilidade da capacidade a instalar durante 2009.
A margem bruta aumentou 82%, alcançando 581 milhões de euros, beneficiando do aumento da produção para 7.807 GWh (mais 78% vs 2007) e dos atractivos preços de venda de 98 euros/MWh na Europa e de 86 dólares /MWh nos EUA (incluíndo benefícios fiscais).
«A dívida líquida diminuiu para 1.070 milhões, com os investimentos a serem financiados maioritariamente pelo encaixe do IPO (1.567 milhões) e cash flow. Em Dezembro 2008, a dívida líquida representava apenas 16% do EV da EDPR, o que demonstra a solidez do seu balanço», adianta.


Ventominho inaugura maior parque eólico da Europa

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Investimento acima dos 361 milhões de eurosA VentoMinho, Energias Renováveis, inaugura esta quarta-feira o maior parque eólico da Europa, em Monção. O investimento ultrapassou os 361 milhões de euros.

O novo parque eólico vai contar com 120 aerogeradores e tem uma capacidade instalada de 240 megawatts.

Está prevista uma produção anual de 530 gigawatts por hora.

A cerimónia de inauguração vai contar com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, e do ministro da Economia, Manuel Pinho.


Na cerimónia será também assinado o segundo protocolo entre a Comédias do Minho-Associação para a Promoção de Actividades Culturais do Vale do Minho e a EEVM-Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho, para o triénio 2009/11, o qual estabelece a continuidade da cooperação para a dinamização dos valores culturais no Vale do Minho.

Fonte: Agência Financeira

Portugal pode avançar em breve para parques de energia eólica em alto mar

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Portugal pode avançar em breve com as primeiras experiências de parques de energia eólica no alto mar. O ministro da Economia revelou que o Governo está a ser contactado por várias empresas do sector que querem utilizar a plataforma marítima continental para a instalação de moinhos produtores de electricidade.

No entanto, Manuel Pinho frisou que a aposta do Governo continua a ser a ocupação das serras portuguesas.

«Ainda temos muito espaço para instalar torres eólicas em terra, mas como queremos experimentar um pouco de tudo nisto das energias renováveis, é intenção do Governo fazer algumas experiências na área das off-shore», disse, acrescentando que existem «algumas empresas interessadas» em avançar nesse sentido.

O titular da pasta da Economia ressalvou que o Executivo tem de ter «consciência que qualquer experiência que seja feita ao nível do off-shore não é comparável com o que está a ser feito com as eólicas instaladas em terra».

Os últimos dados apontam para que daqui a sete anos esteja esgotado o espaço útil em Portugal para a instalação de parques eólicos. Neste sentido, a partir de 2015, os parques eólicos em alto mar deverão ser encarados como alternativa para a produção de electricidade a partir do vento.

Os especialistas apontam para a produção, numa primeira fase, de 3500 megawatts, um potencial bastante abaixo dos planos do Reino Unido que espera, em 2020, ter instalados 25 gigawatts de energia eólica off-shore.

Fonte: TSF

Martifer entra nas energias renováveis no Brasil

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A Martifer anunciou hoje que a sua participada Rosa dos Ventos inaugurou dois parques eólicos, no Estado do Ceará, no Brasil.

Num comunicado a Martifer refere que este parques têm uma potência total de 14,7 MW, estimando a empresa que a produção anual combinada dos parques eólicos de Canoa Quebrada e Lagoa do Mato ascenda a 61.000 MWh, “energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes evitar a emissão de cerca de 25.800 toneladas de CO2 para a atmosfera”.

A mesma fonte salienta que as turbinas destes parques são das maiores instaladas no Brasil até hoje, quer em termos da potência unitária quer na altura das torres instaladas, sendo que estes parques inserem-se no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Eléctrica (Proinfa), promovidos pelo governo brasileiro, para estimular a produção de energia a partir de fontes renováveis.

Jorge Martins, o CEO da empresa do grupo para as energias renováveis, a Martifer Renewables, está presente no Brasil para a inauguração dos dois projectos, que são os primeiros 14,7 MW a serem concluídos dos 110 MW que a Martifer Renewables tem actualmente em construção, os quais se juntam aos 53 MW em funcionamento que o Grupo tem na Alemanha”.

A Martifer Renewables passa agora a ter parques em operação na Alemanha e Brasil, 96MW de parques eólicos em construção em Portugal, Polónia Roménia e soma em projectos em operação e desenvolvimento, um valor superior a 4,000MW.

A companhia está neste momento presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia, Roménia, Eslováquia, Ucrânia, Estados Unidos da América, Brasil, Bulgária, Austrália, Grécia e Itália.
Fonte:Jornal de Negocios

Nutroton Energias investe 40 milhões de euros até 2010 em eficiência energética

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N Energias é o nome que dá corpo ao programa lançado hoje pela Nutroton Energias na área da eficiência energética e microgeração. Até 2010 o investimento de 40 milhões de euros da empresa, que conta com a parceria da Iberfer, será aplicado em edifícios públicos, de carácter municipal, «de norte a sul do País», referiu Luís Marques Mendes, administrador-delegado da Nutroton Energias, hoje em conferência de imprensa.

A escolha de autarquias como «destinatário prioritário» do programa justifica-se não só pela existência de um «parque imobiliário muito significativo», mas também porque «não há ainda uma cultura de eficiência energética enraizada nem disponibilidade financeira para realizar o investimento», salientou o administrador-delegado da Nutroton Energias.

A realização de estudos de eficiência energética, nas vertentes técnica, económica e financeira, a elaboração de planos e projectos de eficiência energética e a adequação ao sistema de certificação energética de edifícios são as acções a realizar no âmbito dos contratos protocolados com os municípios e cujo investimento se prevê na ordem dos 2 milhões de euros. Segundo Marques Mendes, embora o programa arranque oficialmente hoje, a Nutroton Energias já tem assinado um protocolo com uma associação de municípios da região norte e prepara-se para celebrar contratos de «chave-na-mão» com mais três autarquias. Até 2010 o objectivo da empresa é contratualizar este serviço com cerca de 50 municípios.

Fonte: AmbienteOnline