Lucros da EDP Renováveis aumentam 19% até Setembro

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A EDP Renováveis anunciou esta manhã que os resultados líquidos dos primeiros nove meses do ano aumentaram 19% para 70,1 milhões de euros, acima do previsto pelos analistas.

Analistas contactados pela Reuters estimavam que a empresa liderada por Ana Maria Fernandes obtivesse lucros de 67,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

O EBITDA subiu 20% para 368,5 milhões, igualando as expectativas dos analistas, que apontavam para 368,6 milhões de euros. As receitas subiram 18,8% para 440,9 milhões de euros.

A empresa chegou a Setembro com um portfolio de 5,6 GW de capacidade instalada sob gestão, distribuído por 6 países em todo o mundo. O aumento de capacidade justifica o crescimento da produção em 36% e também o aumento dos resultados.

A empresa justifica a subida dos lucros também com os menores custos financeiros. Estes desceram 5,4% para 60,6 milhões de euros e os impostos pagos desceram 41,9% para 21,3 milhões de euros.

Os investimentos até Setembro atingiram 1,5 mil milhões de euros (54% na Europa e 46% nos EUA), o que justifica o crescimento da dívida para 2,1 mil milhões de euros, um valor que representa 21% dos activos da companhia.


Criado sensor para visualizar o magnetismo da luz

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Quando um sensor detecta a luz - seja nosso olho ou um sensor electrónico - o que está sendo detectado é o campo eléctrico da luz. Mas a luz é uma onda electromagnética, composta de campos magnéticos e eléctricos, um nunca ocorrendo sem o outro.
Até agora, contudo, não havia uma forma de captar esse campo magnético. Até que uma equipe de pesquisadores holandeses, coordenada pelo Dr. Matteo Burresi, inventasse uma. A descoberta foi publicada no último exemplar da revista Science.

Sensor fotoeléctrico

Nós vemos a luz quando a radiação electromagnética de determinado comprimento de onda atinge as células fotossensíveis de nossa retina. A tecnologia, por sua vez, permitiu que o homem construísse sensores de luz de diversos tipos, capazes de captar diversos comprimentos de onda, muito além das capacidades do olho humano.
O mais famoso desses sensores é o CCD, que equipa as actuais máquinas digitais e que foi premiado com o Prémio Nobel de Física de 2009.

Sensor de campo magnético

Os que os pesquisadores holandeses fizeram agora foi inventar um sensor capaz de captar o campo magnético da luz de diversas frequências.
Os pesquisadores construíram o sensor do campo magnético da luz a partir de um ressonador em formato de anel, construído com um metamaterial. O ressonador foi conectado a uma sonda de rastreamento, ligada a um sistema de registo e a um programa capaz de registar os dados colectados.
O novo dispositivo pode ser utilizado para criar visualizações da distribuição do campo eléctrico e do campo magnético de diferentes frequências da luz, tudo com uma resolução menor do que a do comprimento de onda da luz que está sendo observada.

Novos metamateriais

A descoberta deverá ajudar os pesquisadores a construírem novos metamateriais, estruturas artificiais que possuem propriedades ópticas não encontradas na natureza, como um índice de refracção negativo.
Foram os metamateriais que inauguraram as pesquisas de invisibilidade e que estão na base de vários mecanismos inéditos de manipulação da luz - veja, por exemplo, Metamaterial dirige a luz por caminhos complexos.

Energias renováveis podem gerar oito milhões de empregos

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O sector das energias renováveis poderá empregar 6,9 milhões de pessoas em 2030 se os líderes mundiais aproveitarem a oportunidade para investir num futuro mais verde, assegurando um tratado sólido na Cimeira de Copenhaga, segundo um relatório da Greenpeace International e do Conselho Europeu para as Energias Renováveis (EREC).

Além disso, poderão ser criados mais 1,1 milhões de empregos devido a uma maior eficiência dos aparelhos eléctricos, refere o estudo intitulado "Working for the Climate: Renewable Energy & The Green Job [R]evolution".

A transição do carvão para as renováveis na geração de electricidade não só evitará 10 mil milhões de toneladas de emissões de CO2, como também criará mais 2,7 milhões de empregos até 2030 do que se continuar tudo na mesma, salienta o relatório.

Por outro lado, a indústria mundial do carvão – que emprega actualmente cerca de 4,7 milhões de pessoas em todo o mundo – deverá registar uma perda de mais de 1,4 milhões de postos de trabalho devido às medidas de racionalização nas minas de carvão existentes.

"Já há 450.000 pessoas a trabalhar no sector das energias renováveis na Europa, o que representa um volume de negócios superior a 45 mil milhões de euros. Este estudo demonstra que as energias renováveis são a chave para lidar com as crise do clima e da economia", referiu Christine Lins, secretária-geral do EREC, citada no comunicado da Greenpeace.

No relatório do EREC e da organização ecologista, é assim referido que, num cenário de revolução com vista a uma aposta nas renováveis, o número de empregos gerado até 2010 será de 2,38 milhões e em 2020 estará já nos 5,03 milhões, ascendendo aos 6,9 milhões em 2030.

PIP para energias solares de concentração excede meta potência

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Cerca de 84 pedidos de informação prévia (PIP) para ligação à rede de instalações do sistema eléctrico nacional foram recepcionados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), no período que decorreu entre 1 e 15 de Setembro. A maior parte destes pedidos, 50, são relativos à tecnologia solar fotovoltaico de concentração, 34 respeitam ao solar termoeléctrico de concentração, 7 são para motores stirling, e 27 para as restantes tecnologias.

O elevado número de pedidos obriga a que a DGEG «proceda a uma selecção das candidaturas para cumprir os limites de potência definidos no despacho, tendo para este efeito sido nomeada uma comissão de avaliação», refere a entidade.

Neste contexto, os projectos de carácter experimental e de melhor valia tecnológica na área do solar termoeléctrico de concentração e na área do solar fotovoltaico de concentração, com um objectivo de demonstração de conceito e uma forte componente de I&DT, serão os projectos seleccionados.

Com esta abertura de PIP pretendeu-se impulsionar o desenvolvimento da energia solar, que regista uma fase de grande evolução tecnológica a nível mundial e para a qual Portugal apresenta excelentes condições de aproveitamento.

Descoberta nova forma de electricidade

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Cientistas britânicos conseguiram criar uma forma de energia equivalente à electricidade, através da manipulação de descargas magnéticas.

Na base da descoberta está o uso revolucionário que os investigadores liderados por Stephen Bramwell conseguiram aos monopólos existentes em pequenos cristais conhecidos como spin ice.

No estudo publicado na revista ‘Nature’, a equipa de Bramwell mostrou como estes monopólos se juntam para formar uma «corrente magnética» que interage de forma semelhante à electricidade.

O fenómeno, intitulado «magneticidade», pode vir a desempenhar um papel importante nas próximas décadas.

«Não vamos começar a ver lâmpadas magnéticas, nem nada do género», afirmou Bramwell à ‘BBC’, antes de explicar que a descoberta poderá antes ser usada na criação de aparelhos de «memória magnética», a aplicar em computadores e dispositivos de armazenamento de informação.

Fonte: A Bola

Factura da luz sobe um euro por mês em 2010

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As tarifas de electricidade vão aumentar 2,9% no próximo ano em Portugal Continental, o que representa um agravamento médio de um euro por mês para as famílias portuguesas, de acordo com a proposta avançada hoje pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

A proposta do regulador de subida de 2,9%, que será ainda alvo de um parecer não vinculativo do Conselho Tarifário da ERSE, aplica-se aos consumidores domésticos, às pequenas e médias empresas à indústria e a grandes consumidores industriais.

Para a região Autónoma dos Açores (2,7%) e para a Região Autónoma da Madeira (2,8%), os aumentos são mais reduzidos.

A subida das tarifas em Portugal Continental no próximo ano iguala a ocorrida em 2008 e compara com o aumento de 4,9% registado no início deste ano.

São mais de 5 milhões os consumidores domésticos afectados por esta subida. Sendo que cada um tem em média uma factura mensal de 39 euros, o agravamento em resultado da subida das tarifas em 2,9% corresponde a 1,07 euros.

Menos consumo, mais renováveis e défice pressionam tarifas

No comunicado a apresentar a proposta de tarifas, a ERSE adianta quais os factores que motivam este incremento.

Um deles diz respeito à queda do consumo ocorrida este ano. Uma vez que há uma componente de custos fixos incorporados na fixação das tarifas, como o consumo é mais baixo, tal pressiona em alta as tarifas.

“Quando há aumento do consumo de energia eléctrica verifica-se a diminuição destes custos por unidade de energia eléctrica sendo que a redução do consumo de energia eléctrica provoca um efeito oposto”, explica o regulador. A previsão da ERSE aponta para uma queda de 3% no consumo este ano, uma diminuição explicada pela recessão da economia.

Também a pressionar em alta as tarifas para 2010 estão os incrementos dos custos da produção em regime especial, que por outras palavras, traduzem os apoios à produção eléctrica através de energias renováveis.

A ERSE estima que estes apoios – corresponde à diferença entre o custo de produzir através de renováveis e o mercado organizado – vão aumentar no próximo ano face a 2009, traduzindo o aumento da produção através de fontes renováveis e também o aumento da diferença do custo entre esta fonte e o mercado organizado. Ver notícia completa-->

Fonte: Jornal de Negócios

Célula solar de nanotubo de carbono aproxima-se da eficiência máxima

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Pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, demonstraram o princípio de funcionamento de um novo tipo de célula solar que substitui o silício por nanotubos de carbono.

Em teoria, estas células solares de nanotubos poderão ser mais eficientes do que as células solares actuais, podendo superar não apenas as células solares orgânicas - que possuem carbono em sua composição em moléculas que não são nanotubos - mas também as células solares tradicionais à base de silício.


Fotodíodo


Os cientistas construíram um fotodíodo, um tipo extremamente simples de célula solar que converte a luz em electricidade de forma extremamente eficiente graças à excepcional condutividade eléctrica do nanotubo de carbono e à forma como ele conduz os electrões.

O nanotubo de carbono utilizado é do tipo de parede única, o que significa que ele é basicamente uma folha de grafeno enrolada, constituindo um tubo cujas paredes são formadas por uma única camada de átomos de carbono.

O nanotubo, com a dimensão aproximada de uma molécula de DNA, foi preso entre dois contactos eléctricos e posto próximo a duas portas eléctricas, uma com carga positiva e outra com carga negativa.


Eléctrons em fila indiana


Dirigindo feixes de raios laser de diversas cores ao longo do nanotubo, os cientistas descobriram que altos níveis de incidência de fotões têm um efeito multiplicador sobre a quantidade de electricidade que é produzida pelo fotodíodo.

Como o nanotubo é muito estreito, ele praticamente força os elétrons a andarem em fila indiana. Nessa situação, os electrões atingem um estado denominado "excitado", o que lhes permite gerar novos electrões a partir dos fotões da luz incidente que seriam desperdiçados em uma célula solar convencional. Isto faz com que a célula solar de nanotubo de carbono funcione em um regime praticamente ideal, convertendo quase toda a radiação da luz em electricidade.

A elevada taxa de conversão significa que a nova célula solar não perde quase nenhuma energia na forma de calor, eliminando o problema do super aquecimento. Contudo, o próprio experimento foi feito em uma temperatura extremamente baixa. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação Tecnológica

Megacentral solar no Saara fornecerá eletricidade para a Europa

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Energia limpa

Um consórcio de 10 empresas multinacionais - que reúne gigantes como Siemens, RWE, E.On e Deutsche Bank, entre outros - assinou uma carta de intenções para criar o maior projecto de energia solar do planeta: a Iniciativa Industrial Desertec.

O projecto prevê a construção de uma rede de usinas de produção de energia totalmente limpa no Deserto do Saara, no norte da África, e de redes transmissão de energia, capazes de fornecer pelo menos 15% da electricidade consumida na Europa, além de dois terços da necessidade do norte da África e do Oriente Médio.

Energia termo-solar

O projecto Desertec foi orçado em US$ 555 bilhões e prevê a instalação de uma tecnologia solar de última geração, chamada energia termo-solar.

Em vez de produzir electricidade directamente, como as células solares fotovoltaicas, a energia termo-solar utiliza espelhos para concentrar a luz do Sol sobre encanamentos para produzir vapor em seu interior, que por sua vez movimenta turbinas que produzem electricidade.

O calor excedente produzido durante o dia pode ser armazenado em tanques especiais para manter a usina em funcionamento durante a noite ou em dias nublados.

A ideia de se aproveitar o sol do Saara vinha amadurecendo há décadas, mas só agora o avanço das tecnologias, tanto solar quanto de transmissão de electricidade, teria viabilizado o investimento.

Aproveitando o Sol e usando a sombra

A água necessária para criar o vapor que movimenta as turbinas sairia do Mar Mediterrâneo, que dessalinizada - com o sal derretido sendo usado nas baterias para estocar calor -, poderia ainda ser reaproveitada em regiões desérticas. Especialistas sugerem ainda que a sombra dos espelhos poderia ser usada para plantação de espécies que normalmente não sobreviveriam ao intenso calor do deserto.

Essa tecnologia, chamada Energia Solar Concentrada(CSP, na sigla em inglês) já é usada em usinas solares nos Estados Unidos e na Espanha. A ideia, que surgiu na Alemanha, vem sendo defendida com vigor pelo próprio governo alemão e pela Comissão Europeia, embora ainda existam dúvidas sobre como seriam equacionados os problemas políticos de um projecto verdadeiramente internacional como este. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação Tecnologica

Instalada primeira turbina eólica oceânica flutuante

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Turbina eólica flutuante


Acaba de ser instalada, na costa da Noruega, a primeira turbina eólica oceânica de grande porte. Localizada a 12 km a leste da cidade de Karmoy, a turbina tem um rotor com um diâmetro de 82 metros e será capaz de gerar sozinha 2,3 MegaWatts de energia.

A turbina eólica flutuante, chamada de HyWind, será conectada à rede eléctrica do país e deverá servir como um laboratório de testes em escala real para a tecnologia de turbinas eólicas flutuantes. Ela começará a gerar electricidade em Julho próximo.

Sem necessidade de fundações


Construir fundações para turbinas eólicas torna-se muito caro quando a profundidade oceânica supera os 50 metros, o que poderia limitar a exploração oceânica da energia eólica. Já a HyWind pode flutuar, tendo sido projectada para ser instalada em locais com profundidades entre 120 e 700 metros. O local onde a primeira HyWind foi instalada tem 220 metros de profundidade.

O mastro da turbina estende-se por 65 metros acima da linha d'água. Seu flutuador é construído em aço, indo até 100 metros de profundidade. Três cabos de aço ancoram a turbina eólica flutuante ao fundo do mar, para que sua posição se mantenha constante.

Um sistema avançado de controle permite que a turbina anule parcialmente os movimentos induzidos pelas ondas, mantendo-se mais estável, o que aumenta sua capacidade de geração de energia. A HyWind é um projeto conjunto das empresas StatoilHydro e Siemens.

Fonte: Inovação tecnológica

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Chips que não geram calor

Pesquisadores suíços criaram um transístor óptico que consegue fazer com luz o que os transístores da electrónica actual fazem utilizando a electricidade.

O transístor é o bloco básico de toda a electrónica e de todos os processadores. No interior de um processador ele normalmente funciona como uma chave - a tensão aplicada a um dos seus três eléctrodos controla a quantidade de corrente que flui pelos outros dois, podendo variar entre passagem total de corrente (estado ligado) até a interrupção total da corrente (estado desligado).

Um dos grandes inconvenientes é que essa passagem contínua de electricidade gera um calor descomunal - um chip estado da arte pode dissipar até 125 watts por centímetro quadrado, mais de 10 vezes o calor gerado pela chapa de um fogão eléctrico.

Se a luz puder ser usada, o chips não apenas ficarão muito mais rápidos, porque a luz viaja mais rapidamente do que os electrões, como também estará resolvido o problema da dissipação de calor.

Transístor óptico

Um passo importante nessa direcção foi dado agora pela equipe do Dr. Vahid Sandoghdar, do Instituto ETH de Zurique. Utilizando uma única molécula, os pesquisadores conseguiram fabricar um transístor óptico, que funciona usando fotões, e não electrões.

Os cientistas tiraram proveito do fato de que a energia de uma molécula é quantificada, ou seja, apresenta valores discretos. Quando a luz de um laser atinge a molécula em seu estado natural, ela absorve a luz. Como resultado, a luz do laser é consumida.

O sentido inverso da operação também é possível - um segundo raio laser atinge a molécula de forma a fazê-la liberar a energia absorvida anteriormente e retornar ao seu estado "neutro". Isso ocorre porque o feixe de laser altera o estado quântico da molécula, amplificando o feixe de luz. Esta chamada emissão estimulada, que Albert Einstein descreveu há mais de 90 anos, também é a base para o funcionamento do próprio raio laser. Ver notícia completa-->

Fonte: Inovação tecnológica