Até 2010 dois terços dos investimentos da EDP vão ser em energias renováveis

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Dois terços dos investimentos da Energias de Portugal (EDP), entre 2008 e 2010, vão ser em energias renováveis, anunciou, esta manhã, o presidente executivo da empresa, António Mexia. Os activos eólicos e hídricos serão o "factor chave" para o crescimento da eléctrica nos próximos cinco anos.

"Os activos eólicos e hídricos vão representar cerca de 68% dos investimentos operacionais entre 2008 e 2010, sendo o factor chave para o crescimento da EDP nos próximos cinco anos", revelou o CEO da eléctrica.

Cerca de 31% deste investimento vai ser realizado nos Estados Unidos, na área da energia eólica, 27% na Europa, também no sector eólico. Do restante, 6% vai ser aplicado na Península Ibérica e 4% no Brasil no desenvolvimento de centrais hídricas.

De acordo com o plano estratégico da EDP, vão ser desenvolvidos parques eólicos nos Estados Unidos, Espanha, Portugal, França, Bélgica e Polónia.

Na área da energia hídrica, a EDP vai realizar três repotenciações em Portugal, construir 24 centrais minihídricas no Brasil. Em Portugal, o investimento será canalizado para o desenvolvimento das centrais de Baixo Sabro e Riberadio.

"A EDP tem a possibilidade única de aumentar a sua capacidade hídrica em 50% entre 2007 e 2015, suportado no potencial hídrico não desenvolvido", revela o plano estratégico da empresa.

A eléctrica prevê que em 2010, os activos eólicos e hídricos representem 45% do EBITDA consolidado e 70% do EBITDA por tecnologia. Em 2005, estes activos representaram 30% do EBITDA consolidado e 43% do EBITDA por tecnologia.

Em 2010, as energias renováveis vão representar, aproximadamente, 54% do "mix" de produção da Energias de Portugal, o que irá permitir reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 35%.

A eléctrica prevê que em 2010 a EDP Renováveis atinja uma capacidade instalada de 7.600 mega watts. "Entre 2011 e 2013 espera construir 1.200 mega watts por ano", de acordo com o plano estratégico.

Fonte: Jornal de Negócios Online

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Palácio de Belém poupa 62 mil euros em energia

O Palácio de Belém vai reduzir a factura energética em 62 mil euros, menos 40 por cento em relação a 2007, concluiu o relatório da auditoria energética, cuja realização esteve a cargo da EDP, Galp Energia e do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação.

Essa poupança energética também irá traduzir-se na redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em 228 toneladas de CO2, menos 30 por cento comparativamente com 2007. A meta a alcançar já em 2008 implica a aplicação de um conjunto de medidas de optimização energética, entre as quais, a redução dos consumos residuais nas impressoras, computadores, fotocopiadoras e scanners, a afinação das caldeiras a gás natural, o isolamento da tubagem da central das caldeiras, e a substituição e alteração do modo de funcionamento dos sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado.

Ainda fazem parte do pacote de medidas a instalação de sombreamentos nas superfícies transparentes demasiado expostas à radiação solar, a colocação de isolamento térmico na cobertura dos edifícios, a alteração da caixilharia das janelas e a instalação de vidros duplos, e a substituição dos equipamentos de iluminação interior e exterior por outros mais eficientes. A instalação de um novo sistema solar térmico, de 50 metros quadrados, para aquecimento de água, e de outro solar fotovoltaico, de 5 kWp, para produção de electricidade são as medidas que acompanham a conversão dos consumos de gasóleo para gás natural.

Segundo o relatório, disponibilizado pela Presidência da República Portuguesa, «algumas destas medidas já foram concretizadas nas últimas semanas, sendo que as restantes serão concretizadas até ao final do corrente ano, de acordo com as verbas já inscritas no Orçamento da Secretaria-Geral da Presidência da República para 2008», que totalizam 176 mil euros. Em menos de três anos, afirma o relatório, este investimento «será amortizável pelas poupanças alcançadas».

Recorde-se que os 18 mil m2 do Palácio de Belém consomem anualmente 471 toneladas
equivalentes de petróleo em energia térmica e eléctrica, emitindo 771 toneladas de CO2. A factura anual de energia a pagar é de 156,9 mil euros.

Fonte: Portal Ambiente Online

Galp vai desenvolver pequenas centrais hídricas em Portugal

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A Galp Energia continua a apostar no mercado eléctrico nacional, nomeadamente na área das energias renováveis. A petrolífera acaba de assinar um acordo para o desenvolvimento de negócio de pequenas centrais hídricas para a produção de energia eléctrica.


A empresa adiantou em comunicado que o acordo foi assinado entre a Galp Energia e a CasaisInvest, a Conduril, a Sofomil e a Coba, através da SDMH – Sociedade de Desenvolvimento de Mini-Hídricas.

Numa primeira fase vai ser feita a análise da viabilidade do licenciamento, construção e exploração.

A petrolífera nacional, que entrou no mercado da electricidade no ano passado, continua atenta a novas oportunidades de produção no mercado.

Fonte: Jornal de Negócios Online

Cavaco promove racionalização da energia

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O Presidente da República (PR) pretende obter uma maior racionalização e optimização da energia nos edifícios do Palácio de Belém. Para isso, Cavaco Silva pediu uma auditoria energética ao complexo presidencial, que terá sido apresentada hoje, quarta-feira.

A auditoria surgiu por ocasião das II Jornadas do Roteiro para a Ciência, em Março último, numa altura em que o PR visitou alguns exemplos na área das energias limpas e renováveis. O Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), a EDP e a Galp aceitaram a proposta e apresentaram medidas para melhorar o desempenho energético do Palácio de Belém.

Uma fonte presidencial explicou que o objectivo do Presidente da República foi o de dar o exemplo e conseguir ao mesmo tempo obter uma redução efectiva e significativa da factura energética e das emissões de CO2.

Entre as medidas que poderão ser adoptadas destacam-se as alterações de funcionamento e de comportamento, racionalidade e optimização de consumo e novos equipamentos.

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Fonte: Correio da Manhã Online

Comissário defende equilíbrio entre energias limpas e ambiente

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Bruxelas apoia Plano Nacional de Barragens português

A Comissão Europeia apoia o Plano Nacional de Barragens português que prevê a construção de pelo menos dez novas barragens nos próximos anos, na medida em que promove a produção de energias limpas.

Para o comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, é necessário encontrar o equilíbrio entre a produção de energias limpas e o respeito pelo ambiente. Aproveitando a presença dos jornalistas portugueses, presentes na semana europeia da energia sustentável, que decorre em Bruxelas, Andris Piebalgs negou que a Comissão tenha mudado a sua orientação política relativamente à construção de barragens – Bruxelas é tradicionalmente crítica em relação a grandes projectos, como foi o exemplo português da barragem de Alqueva, no Alentejo.

“Não mudamos. Precisamos de baixar as emissões de CO2 e por isso precisamos de projectos limpos. É preciso um equilíbrio. Caberá ao Governo português encontrar o equilíbrio entre o investimento e as medidas compensatórios”, avisou o comissário.


Fonte: Publico Online

Philips encara «com naturalidade» nova taxa das lâmpadas

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«Com naturalidade». É desta forma que a Philips, uma das principais fabricantes de lâmpadas do mercado nacional e internacional, encara a taxa sobre as lâmpadas que começará a ser aplicada a partir de Março.

«Em termos de fabrico, os produtos abrangidos pela nova legislação estão obsoletos», salienta José Ferreira, responsável de marketing de lâmpadas profissionais da marca. Apesar da Philips ainda ser fabricante destes produtos, «já estava definido, a nível mundial, que este tipo de lâmpadas deixaria de ser fabricado até 2010», conclui. É neste sentido que as portarias agora publicadas «permitirão o aparecimento de produtos mais eficientes e inovadores, contribuindo para que não haja uma diferença tão grande ao nível de preços como sucede actualmente», acrescenta.

A taxa sobre as lâmpadas de baixa eficiência energética incide sobre lâmpadas incandescentes de utilização genérica, sem halogéneo, de qualquer formato ou tipo de acabamento (claras, foscas e opalinas), com casquilho E14, E27 e B22, de potência entre 15 W e 200 W e tensão de funcionamento entre 220 V e 240 V. O valor da taxa para estas unidades assume o valor de 0,41 euros. As lâmpadas de vapor de mercúrio de alta pressão sem iodetos, geralmente utilizadas na iluminação urbana e industrial, com potência entre 50 W e 1000 W também estão abrangidas. Para estes casos a taxa é de 6,77 euros.Ver notícia completa-->

Fonte: Ambiente Online

Lâmpadas de baixa eficiência custam mais a partir de Março

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A taxa sobre as lâmpadas, uma das que vão reverter para o Fundo de Carbono, vai começar a ser aplicada a partir de Março. O Ministério da Economia e da Inovação já publicou em Diário da República a portaria nº 54/2008, que vem operacionalizar o Decreto-Lei nº 108/2007, de 12 de Abril, que determina a aplicação de uma taxa sobre lâmpadas de baixa eficiência energética, com o objectivo de compensar os custos ambientais decorrentes da sua utilização.

A taxa sobre as lâmpadas de baixa eficiência energética incide sobre lâmpadas incandescentes de utilização genérica, sem halogéneo, de qualquer formato ou tipo de acabamento (claras, foscas e opalinas), com casquilho E14, E27 e B22, de potência entre 15 W e 200 W e tensão de funcionamento entre 220 V e 240 V, ainda que incluídas em luminárias. O valor da taxa para estas unidades assume o valor de 0,41 euros.
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Células solares feitas de nanofios de silício são eficientes e baratas

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Há poucos dias atrás, um grupo de pesquisadores demonstrou que nanofios de silício podem aumentar a capacidade das baterias de lítio em até 10 vezes. Agora, uma outra equipe, que trabalha para a empresa GE, demonstrou que esse mesmo material pode ser utilizado para a fabricação de células solares.

Células solares de nanofios


A célula solar construída com nanofios de silício alcançou uma eficiência de 18% na conversão da luz solar em eletricidade, o que é superior a várias outras tecnologias atualmente sendo consideradas para a geração de eletricidade de forma inteiramente renovável.

Barata e escalável


O que é mais interessante na descoberta é que tecnologia é escalável - a técnica utilizada para a construção das células solares em laboratório pode ser transferida para a indústria, para a produção em larga escala. Além disso, as células solares de nanofios de silício têm um custo de produção que é apenas uma fracção do custo das caras células solares fotovoltaicas. Ver notícia completa-->

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A Comissão Europeia colocou hoje no Youtube um vídeo de três minutos para ajudar a compreender o que são as energias renováveis, porque são tão importantes e quais os objectivos globais da União Europeia neste domínio. O Mundo das Energias dá-lho a conhecer:

Durão Barroso anuncia "plano histórico" para combater alterações climáticas

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A Comissão Europeia chegou hoje a acordo sobre o "pacote de medidas mais completo do mundo" para lutar contra as alterações climáticas, por um custo estimado em "três euros por semana" e por cidadão europeu até 2020. O presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, apresentou aquilo que considera um "plano histórico".

Barroso anunciou as medidas esta manhã numa sessão plenária extraordinária do Parlamento Europeu, imediatamente depois da reunião da Comissão que aprovou o pacote.

O custo assumido por Barroso com este plano é de "menos de 0,5 por cento do PIB até 2020", o que "corresponde a cerca de três euros por semana e por pessoa" na União Europeia.

Uma das novidades refere-se ao sistema europeu de comércio de emissões, em funcionamento há quatro anos. Este mecanismo ajuda as indústrias mais poluentes a cumprir as metas de redução de emissões de gases com efeito de estufa (GEE, sigla em inglês).

Este sistema sai reforçado porque passa a incluir as emissões de outros dois GEE - actualmente apenas estava abrangido o dióxido de carbono - e de outro tipo de indústrias. Com as alterações introduzidas, o sistema vai cobrir mais de 40 por cento das emissões totais.

Uma das medidas mais importantes consiste em fazer pagar, a partir de 2013, às indústrias mais poluentes da União Europeia licenças de emissão, até agora gratuitas.

O sector de electricidade, responsável por grande parte das emissões de dióxido de carbono, deverá pagar integralmente para obter os direitos a poluir, a contar desta data. Os outros sectores de actividade -como as indústrias de alumínio e os produtores de amoníaco, bem como o transporte aéreo - vão entrar neste sistema a pagar gradualmente, salientou a Comissão em comunicado.

"Todos os Estados membros devem começar, urgentemente, a mudar a estrutura do seu consumo energético", refere a Comissão. Hoje, as renováveis representam 8,5 por cento dos consumos; para 2020, a meta é de 20 por cento. Para atingir este objectivo cada Estado membro terá a sua própria meta, através de planos de acção nacionais.

O pacote de medidas refere ainda a meta mínima de dez por cento na utilização dos biocombustíveis na União Europeia, até 2020.

Para o comissário europeu do Ambiente, Stavros Dimas, este plano "dá à Europa um avanço na corrida à criação de uma economia global de baixas emissões de carbono, que vai levar a uma vaga de inovações e criação de postos de trabalho em tecnologias limpas".

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Fonte: Publico Online